
Matheuzinho viveu um momento especial na carreira ao ser convocado pela primeira vez para a Seleção Brasileira. O lateral-direito do Corinthians fez sua estreia com a camisa do Brasil no empate em 1 a 1 diante da Austrália, em Brisbane, e revelou que sentiu o peso da responsabilidade de defender a equipe nacional.
Em entrevista exclusiva à ESPN, o jogador avaliou sua primeira partida pela equipe nacional e afirmou que conseguiu controlar a ansiedade depois dos primeiros minutos em campo.
"Acho que fiz uma partida muito segura (contra a Austrália). Como era minha estreia, procurei fazer o necessário para ajudar a equipe. Claro que sai um peso gigantesco das costas quando começa o jogo. Quando você entende como que é, você vai se soltando mais. Fiquei feliz, individualmente, pela minha partida. Sei que posso entregar muito mais, mas o que o jogo estava pedindo ali no momento e por ser uma estreia, acho que fiz uma partida muito boa. Fiquei satisfeito e feliz", disse.
O lateral também contou que recebeu apoio da psicóloga da Seleção antes da estreia.
Segundo Matheuzinho, a conversa ajudou a entender o ambiente da equipe e a controlar o nervosismo antes de vestir a camisa do Brasil pela primeira vez.
"A psicóloga aqui veio conversar comigo antes da minha estreia. Até porque é uma estreia com a Seleção Brasileira, você fica muito ansioso, fica nervoso. Ela veio falar comigo o que eu achei do ambiente. Acho que, por ter o Hugo (Souza) e o Breno (Bidon) juntos, já dá uma aliviada, e eu conhecendo alguns fora da Seleção, já dá uma tranquilizada a mais. Mas, mesmo assim, eu vim com um friozinho na barriga. Mas é um ambiente super leve, super legal e eu fui muito bem recepcionado por todos", afirmou.
Mesmo já tendo passado por Flamengo e Corinthians, clubes de grande pressão no futebol brasileiro, o defensor destacou que a responsabilidade de representar a Seleção Brasileira tem um peso diferente.
"É um trabalho muito específico. Já passei pelo Flamengo, estou agora no Corinthians, que são as duas maiores torcidas do Brasil. Mas a pressão de vir aqui e representar o Brasil é diferente. Acho que é uma pressão muito maior, uma responsabilidade muito maior", declarou.
Para o lateral, a experiência em clubes de massa ajudou na preparação mental para o novo desafio, mas o nervosismo é algo natural em uma estreia pela Seleção.
"Claro que, por ter a experiência de jogar nas duas maiores torcidas do Brasil, você tem uma 'casca' maior em chegar aqui e saber lidar um pouco melhor quando você está jogando, mas bate nervosismo. Tem que se preparar mentalmente, tem que se preparar. Mas acho que o mais importante é saber que você está aqui por um motivo, né? Porque você é capaz."
"Então, acho que uma dica é chegar aqui, tentar ficar mais tranquilo possível e apenas focar no futebol, esquecer o externo, porque, se você ficar pensando mais no externo, em ficar preocupado com o que as pessoas vão achar, o que os outros estão achando, você acaba não desfrutando do futebol", completou.
Matheuzinho também revelou quais jogadores da Seleção despertavam mais curiosidade antes da convocação. O lateral citou nomes que acompanha no futebol europeu e que ainda não havia tido a oportunidade de conviver no dia a dia.
"Conheço alguns (jogadores da Seleção) já há algum tempo. Não tive o privilégio de jogar junto antes, mas um cara que eu até conversava pelo Instagram antes era o (Gabriel) Magalhães, é um cara que eu acompanho bastante também. E o Raphinha, acho que está fazendo excelentes temporadas pelo Barcelona. Posso falar vários, mas eu acho que o Magalhães, o Raphinha e o Marquinhos são os três que eu estava ansioso em saber como eles eram no dia a dia", contou.
Fora dos gramados, o lateral também falou sobre as críticas que recebe por suas declarações e por ter atividades como empresário. Matheuzinho afirmou que consegue separar os diferentes lados da vida e colocou a carreira como prioridade.
"Cara, tem, tem, tem (gente que pega no pé). Quando infelizmente a fase não está boa, a galera pega no pé. Mas eu acho que, se eu entrei nisso, é porque eu sei onde eu estou me metendo. Eu sei separar muito bem a questão da parte 'empresarial', a parte de fora e a parte profissional, que é a minha carreira."
"Eu sempre vou colocar a minha carreira em primeiro lugar, sempre. Sei que se um momento que eu estiver vivendo dentro do clube não esteja bom, eu não vou fazer nada que venha a tirar o foco do clube, entendeu? Eu tenho uma equipe que trabalha comigo de mídia, então a gente sempre está conversando para saber o momento certo de cada coisa", finalizou.
*entrevista realizada por Tomer Savoia