
Os clubes de São Paulo se reuniram na manhã desta segunda-feira (28) na sede da Federação Paulista de Futebol para debater sobre impacto e os próximos passos após o Governo Federal anunciar uma medida provisória que suspende a atividade de casas de apostas no Brasil.
A reportagem apurou que houve um amplo debate entre os clubes para entender os impactos do ocorrido, mas ainda com grande dúvida por parte das equipes, principalmente com relação aos próximos passos. Os clubes grandes do estado sabem que são os menores vão sofrer mais financeiramente com a MP e estudam o que fazer no futuro próximo.
A MP assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) prevê que as chamadas 'bets' devolvam valores em conta para apostadores até as 23h59 do dia 5 de outubro.
A partir do dia seguinte, ou seja, 00h00 de 6 de outubro, sites e apps das plataformas saem do ar, e a operação passa a ser proibida.
Segundo apurou a ESPN, o encontro reuniu representantes de times paulistas nas séries A e B do Campeonato Brasileiro.
A reportagem apurou que fim imediato das bets causa impacto de R$ 350 milhões a R$ 400 milhões combinados para Palmeiras, São Paulo, Corinthians e Santos em patrocínios.
Nesta segunda-feira, a Advocacia-Geral da União levou ao Supremo Tribunal Federal (STF) o pedido de manifestação em até 72 horas após ações apresentadas pela Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL) e pelo Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR).
O argumento central é de que a medida foi publicada sem demonstração de urgência e sem apresentar uma estimativa do impacto orçamentário e financeiro para dimensionar os custos dessa interrupção.
A medida provisória entrou em vigor imediatamente, mas ainda precisa ser aprovada pelo Congresso Nacional em até 120 dias para continuar válida. Já o projeto de lei só poderá ser aplicado após análise e aprovação dos parlamentares.