Terça, 29 de Setembro de 2026
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Vojvoda quebra o silêncio sobre demissão do Racing após 13 jogos: 'Sabia onde estava me metendo'

O técnico Juan Pablo Vojvoda, com passagens por Fortaleza e Santos, foi demitido do Racing, na segunda-feira (28), após apenas 13 jogos no comando da equipe -- com sete derrotas, dois empates e quatro vitórias

29/09/2026 às 17h35
Por: Redação Fonte: ESPN.com.br
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Vojvoda em jogo do Racing Getty Images
Vojvoda em jogo do Racing Getty Images

O técnico Juan Pablo Vojvoda, com passagens por Fortaleza e Santos, foi demitido do Racing, na segunda-feira (28), após apenas 13 jogos no comando da equipe -- com sete derrotas, dois empates e quatro vitórias

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Em entrevista ao ESPN F12, da Argentina, o treinador disse que "sabia onde estava se metendo" ao ser contratado em junho deste ano.

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"Sou responsável pelos resultados. Assumo a responsabilidade. Sabia que era um período de transição no Racing. Não vou esconder isso. Dia após dia, você se torna mais consciente de coisas que não estavam totalmente claras antes. Alguns jogadores queriam sair. Saja e Milito me trataram bem Eu sabia no que estava me metendo. Não podia pedir mais, pois era financeiramente impossível. Adaptei-me à realidade institucional apresentada pelo Racing. As finanças importam", afirmou.

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No último domingo, a equipe comandada por Vojvoda perdeu para o Boca Juniors e se despediu da Copa Argentina.

"A derrota para o Boca foi um golpe duro. Fiquei muito magoado, mas fui ao vestiário e disse aos jogadores que iríamos superar isso. Vou sofrer. Minha vida é o trabalho, e vou ficar em casa sem trabalhar", contou.

"Às vezes, eu assumo a culpa, e não deveria fazer isso com tanta frequência. Consideramos muitas opções diferentes para enfrentar o Boca. Pensei em um sistema que nos ajudasse a controlar o Paredes. A semana girou em torno disso. Precisávamos que ele jogasse longe do nosso gol. O Díaz, que seria o responsável por marcá-lo, se lesionou", completou.

O treinador sucedeu Gustavo Costas, ídolo do Racing, no comando do time, mas garantiu que isso não afetou.

"Não senti nenhuma pressão extra por suceder o Costas. Ele é um ídolo e um grande treinador, mas é preciso correr riscos. Não me arrependo das decisões que tomei", disse.

"Gostaria de ter ficado, mas no futebol é preciso resultados. Não consegui vencer, e era disso que o Racing precisava. Há bons projetos no clube, e eles trarão alegria aos torcedores. Quando fui ao vestiário, vi um grupo muito abalado. Dei um abraço em cada um deles", concluiu.

 

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