Domingo, 27 de Setembro de 2026
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24 dias para a NBA: Dallas Mavericks celebra parceria entre Cooper Flagg e Kyrie Irving para retomar competitividade

Longe dos perigos noturnos e das artimanhas de um general manager instável, o Dallas Mavericks

26/09/2026 às 17h24
Por: Redação Fonte: Lucas Guanaes e Luís Araújo
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24 dias para a NBA: Dallas Mavericks celebra parceria entre Cooper Flagg e Kyrie Irving para retomar competitividade

Longe dos perigos noturnos e das artimanhas de um general manager instável, o Dallas Mavericks dá início a uma temporada repleto de expectativas, mas também com certa curiosidade ao redor da franquia.

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Fora de quadra, um novo técnico, novos nomes na comissão e muitas mudanças na diretoria. Dentro dela, Cooper Flagg adaptado à NBA, Kyrie Irving de voltas às quadras e muitas caras novas, entre veteranos que chegaram na free agency ou via trocas, e calouros a partir do Draft.

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No papel, a mistura é interessante e, se não deve ser o suficiente para devolver os Mavs imediatamente às Finais do Oeste, onde estava há três temporadas, no mínimo pode recolocar a franquia na metade de cima da tabela.

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Como foram os Mavs na última temporada

  • Campanha: 26 vitórias e 56 derrotas

  • Classificação: 11° lugar na Conferência Oeste

  • O que aconteceu: após o furacão da troca de Luka Doncic em 2024/25, a temporada passada começou com muita expectativa por conta de Cooper Flagg. O treinador Jason Kidd optou por começar utilizando a primeira escola do Draft como armador, que não é sua função principal. O rendimento foi irregular, e os Mavs não tiveram um grande ano, também por conta das lesões. Anthony Davis pouco jogou antes de ser trocado, assim como Dereck Lively II. Fora das quadras também foi um ano turbulento, com a demissão do general manager Nico Harrison ainda em novembro. Ao fim da temporada, Jason Kidd também foi demitido, completando a “limpa” dos envolvidos na troca de Doncic no ano anterior. Ao menos, Flagg passou a jogar na ala, onde é mais confortável, cresceu de rendimento e venceu o prêmio de Calouro do Ano, mostrando que tem capacidade para liderar a equipe nas próximas temporadas.

    O elenco dos Mavs para a temporada 2026/27

    • Escolhas de Draft: Morez Johnson (ala-pivô, 9ª escolha), Sergio de Larrea (armador, 25ª escolha) e Tobi Lawal (ala-pivô, 48ª escolha) Quem mais chegou: Zaccharie Risacher (ala - Atlanta Hawks), Santi Aldama (ala-pivô - Memphis Grizzlies), Marcus Sasser (armador - Detroit Pistons), Jett Howard (ala - Orlando Magic) e Tarik Biberovic (ala - Fenerbahce/Turquia)

    • Quem foi embora: Klay Thompson (ala - Miami Heat), Marvin Bagley (ala-pivô - Denver Nuggets), Khris Middleton (ala-armador - Washington Wizards), Ryan Nembhard (armador - Atlanta Hawks), AJ Johnson (ala-armador - New Orleans Pelicans), Brandon Williams (armador - Golden State Warriors) e Dwight Powell (pivô - sem time)

    • Provável time titular: Kyrie Irving, Max Christie, Cooper Flagg, PJ Washington e Dereck Lively

    • Reservas: Marcus Sasser, Sergio de Larrea (armadores), Caleb Martin, Naji Marshall, Zaccharie Risacher, Tarik Biberovic, Jett Howard, John Poulakidas (alas), Morez Johnson Jr., Santi Aldama, Tobi Lawal (ala-pivô), Daniel Gafford e Moussa Cisse (pivôs)

    • Técnico: Dusty May

    O clima para a temporada

    Muita mudanças importantes aconteceram nos Mavericks assim que terminou a temporada passada, a primeira de Cooper Flagg, já estabelecido como o pilar deste time para os próximos anos. Masai Ujiri, que teve passagem vitoriosa como executivo pelo Toronto Raptors, foi contratado para assumir o comando dos Mavericks.

    Logo que chegou, Ujiri tomou a decisão de trocar boa parte da diretoria, comissão técnica e também o treinador. Jason Kidd saiu depois de cinco temporadas em Dallas, e o escolhido para substituí-lo foi Dusty May, que tinha acabado de comemorar o título universitário com Michigan.

    De Michigan também veio Morez Johnson Jr., escolhido na nona posição do Draft depois de mostrar um conjunto de qualidades técnicas e, principalmente, atléticas na campanha universitária e que, por isso mesmo, chega à NBA com a expectativa de se tornar um encaixe fácil em praticamente qualquer esquema tático. Outra promessa da primeira rodada do Draft, em uma escala um pouco menor, é o armador espanhol Sergio de Larrea, jovem que já tem no currículo quatro temporadas com o Valencia na fortíssima liga espanhola.

    A lista de novidades inclui ainda os alas Santi Aldama e Zaccharie Risacher, que não vingou em Atlanta depois de ter sido a primeira escolha do Draft de 2024 e busca em Dallas corrigir a rota da carreira. Por outro lado, o time perdeu Klay Thompson, que acertou uma rescisão de contrato antes de assinar com o Miami Heat.

    No meio de tantas mudanças que Flagg encontrará após o ano de calouro, a principal atende pelo nome de Kyrie Irving. O armador passou toda a última temporada ausente recuperando-se de uma ruptura no lugamento cruzado anterior do joelho esquerdo. Ótima e aguardada notícia para a jovem estrela e para os Mavericks, que tanto sentiram falta de um armador confiável para construir jogadas durante esse tempo todo.

    Diante de tudo isso, a expectativa em Dallas é de que o time consiga se mostrar mais eficiente em torno de Flagg, capaz de ajudá-lo a tornar sua melhor versão, tudo isso enquanto novas peças para o futuro são lapidadas. E pela montagem do elenco, sobretudo pela concentração de alas, não parecem pequenas as chances de algumas trocas acontecerem ao longo do caminho.

    Abre aspas

    "Acho que vai ser muito difícil encontrar alguém que não tenha coisas positivas para falar sobre o Cooper e a habilidade dele de impactar o jogo de tantas maneiras diferentes, que fazem dele um jogador realmente único e especial. Será uma enorme responsabilidade ajudá-lo a maximizar essa habilidade que ele já tem e se tornar um dos melhores jogadores da NBA."

    Foi isso o que disse Dusty May, novo treinador dos Mavericks, sobre Cooper Flagg.

    Uma esperança

    Na temporada 2025-26, o Dallas Mavericks foi o segundo pior time em acertos nas bolas de três pontos, com apenas 11 conversões por partida. No aproveitamento, foi o 26°, com 34,4 de média.

    Embora tenha perdido Klay Thompson, a franquia conseguiu uma série de especialistas em chutes do perímetro na offseason. Marcus Sasser teve 41% de aproveitamento pelos Pistons no último ano. Jett Howard, 37%. Risacher (36%) e Aldama (36%) já tiveram bons momentos espaçando a quadra ao longo da carreira.

    No Draft, o destaque vai para o espanhol Sergio de Larrea, com aproveitamento acima de 40% nas duas últimas temporadas, ambas como profissional na Europa. E claro, a volta de Kyrie Irving, também acima de 40% desde 2023, é muito celebrada, bem como a permanência de Max Christie, outro com 40% no último ano.

    Mas boas porcentagens individuais não garantem um bom desempenho coletivo. A esperança, então, recai sobre o treinador Dusty May, que liderou a universidade de Michigan a 37% na temporada e 41% no March Madness, quando conquistou o título máximo na NCAA.

    Um medo

    O sistema ofensivo dos Mavericks foi o segundo mais eficiente em situações de contra-ataque na temporada passada, o que obviamente é uma coisa boa, mas ficou em último quando o assunto foi produzir pontos em ataques de meia quadra, quando precisou criar contra defesas posicionadas e pressionado pelo relógio de posse de bola.

    É por isso que o retorno de Kyrie Irving é tão celebrado. É um armador com talento mais do que suficiente para tirar qualquer time do buraco nestas situações, e que também por isso pode ajudar bastante Cooper Flagg, que não segurou a onda nesse sentido em seu ano como novato.

    Mas lesão grave no joelho sempre traz preocupações, não tem jeito. Principalmente no caso de um jogador já experiente, que vai completar 35 anos em março. Quanto será que isso vai afetar Irving fisicamente? É claro que ninguém deve esperar que ele volte ao que já mostrou de melhor na carreira, quando era mais novo, mas os Mavericks (e todo fã de bom basquete) torce para que ele ao menos não tenha limitações de movimentos que afetem sua produtividade.

    Existe ainda uma outra preocupação decorrente dessa. Mesmo que não mostre uma limitação tão grande assim, é extremamente provável que Irving perca vários jogos ao longo da campanha. Afinal de contas, a última vez que ele passou dos 60 jogos disputados em uma temporada foi em 2018/19.

    Seja para vencer mais jogos ou para acelerar o crescimento de Flagg na liga, é bom que os Mavericks não contem apenas com Irving e pensem em planos alternativos para remediar uma grande deficiência da temporada passada.

    O cara

    Calouro do Ano na temporada passada, Cooper Flagg chega para 2026/27 com expectativas maiores. Uma certeza é que terá uma franquia ao seu redor pela próxima década.

    Se o início foi claudicante, com o então treinador Jason Kidd, tentando emplacá-lo como armador, a segunda metade da temporada nos apresentou um Flagg jogando de maneira muito mais natural na ala, sendo mais agressivo, eficiente e contra-intuitivamente, com um maior usage rate (métrica da porcentagem das jogadas que termina na mão de um jogador quando ele está em quadra).

    Letal nas transições, jogo de costas para a cesta nos arremessos de média distância, e uma arma interessante na defesa, conseguindo marcar praticamente todas as posições, Flagg conseguiu superar Kon Knueppel na corrida pelo prêmio dos novatos chegando a seu melhor momento na temporada justamente na época da votação. Ao todo, teve quatro jogos acima dos 40 pontos, incluindo um de 51 sobre o Orlando Magic, tornando Flagg o jogador mais jovem da história a ultrapassar a barreira dos 50 pontos, com 19 anos e 103 dias.

    Agora, em uma equipe teoricamente mais estável, com menos lesões e com Kyrie Irving a seu lado, Flagg tem potencial para fincar espaço na prateleira dos principais jogadores da liga, além de também figurar na briga pelos playoffs.

    Também vale a pena ficar de olho

    Não fosse o desenvolvimento de Cooper Flagg, os Mavs seriam de Kyrie Irving. Desde 2022 em Dallas como um parceiro ideal de Luka Doncic, foi justamente sua presença na franquia que tornou possível imaginar a equipe permanecendo competitiva após a fatídica troca e chegada de Anthony Davis. As graves lesões, porém, impediram a dupla de acontecer, mas Kyrie permaneceu.

    Volta para um time remodelado, com novo astro, novo técnico e nova diretoria. Se aos 34 anos, e após um rompimento do ligamento cruzado anterior, o armador conseguir manter algo próximo do altíssimo desempenho na NBA, os Mavs terão um dos (talvez o) jogadores mais habilidosos da história da liga, mas que não se resume a isso.

    Com entendimento de jogo cada vez melhor, Kyrie é capaz de ditar o ritmo do quinteto como poucos. Acelerando quando necessário, ou trazendo para a meia quadra, como sempre funcionou com LeBron e Doncic, o armador agora terá ao seu lado Cooper Flagg, um diamante bruto, que ainda precisa de lapidação e amadurecimento.

    Embora Irving nunca tenha desempenhado um papel de mentor, a dupla tem atributos em quadra que podem se encaixar. Além disso, Irving sempre foi um excelente parceiro de outros astros e tende a exercer esse papel novamente com Flagg. Por fim, como já citado, Kyrie teve aproveitamento acima dos 40% nos três pontos nas últimas temporadas. Se o corpo permitir, podemos estar diante de uma das grandes duplas da competição.

    Mas também não podemos deixar de citar Morez Johnson Jr. Vindo da campeã Universidade de Michigan, recebeu o voto de confiança do treinador Dusty May, também ex-Wolverine, que o escolheu no Draft à frente de Aday Mara e Yaxel Lendeborg, ex-companheiros de títulos da NCAA.

    Seu principal atributo é a explosão física. Aliando força e velocidade, o ala é uma ameaça cortando em direção à cesta, além de ótimo defensor individual a nível universitário. Contudo, ainda precisa desenvolver maior habilidade com a bola nas mãos e nos chutes de três pontos, requisito praticamente obrigatório para alguém da posição.

    Caso, no futuro, não consiga desabrochar tecnicamente e/ou o físico não responda da mesma maneira, pode ter problemas, uma vez que não tem o que é necessário para ser o organizador de um quinteto, nem tamanho o suficiente para ser o homem do garrafão. Ainda assim, é uma aposta interessante, que conta com muita confiança imediata do treinador.

    Grau de apelo para o telespectador - de 1 a 5

    3,5 (médio para alto) – Cooper Flagg terminou a temporada de calouro ameaçando decolar, mesmo sem um armador como Kyrie Irving para ajudá-lo a fazer o ataque acontecer. Agora que isso vai acontecer, os Mavericks definitivamente se tornam um time mais interessante de se ver do que na temporada passada.

    Palpite para a temporada 2026/27 dos Mavs

    No cenário mais otimista: Flagg dá outro salto em seu segundo ano e vira All-Star, Kyrie ajuda, e os Mavs emplacam uma campanha com mais vitórias do que derrotas, ao ponto de carimbarem passagem direta para os playoffs.

    No cenário mais pessimista: Flagg dá outro salto, mas o resto do time parece não acompanhá-lo, e os Mavs ficam na faixa das 30 vitórias. Seria um número maior do que na última temporada, mas ainda distante para pensar em voltar aos playoffs.

    Veja as análises de todos os times da NBA:

    Clique no escudo para ler. Será publicada uma análise por dia até 19/10, véspera da estreia da NBA.

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