Sexta, 30 de Outubro de 2026
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Ética do Corinthians inicia rito que pode levar à destituição de Stabile em caso da empresa de segurança

A Comissão de Ética do Corinthians converteu em rito de destituição contra Osmar Stabile o processo administrativo interno que apura a contratação da empresa Bear Security Ltda, que realiza a segurança particular do presidente do clube.

28/10/2026 às 16h17
Por: Redação Fonte: João Felippe França
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Ética do Corinthians inicia rito que pode levar à destituição de Stabile em caso da empresa de segurança

A Comissão de Ética do Corinthians converteu em rito de destituição contra Osmar Stabile o processo administrativo interno que apura a contratação da empresa Bear Security Ltda, que realiza a segurança particular do presidente do clube.

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Segundo documento, ao qual a ESPN teve acesso, os próximos passos seguirão o rito previsto no artigo 107, que trata sobre o passo a passo para um impeachment no clube.

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Após notificação através dos advogados, Stabile terá dez dias para apresentar defesa e indicar provas que pretenda produzir.

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O despacho assinado por Leonardo Pantaleão, Presidente da Comissão de Ética e Disciplina e Vice-Presidente do Conselho Deliberativo, “o conjunto dos elementos reunidos durante a instrução revela circunstâncias que, em tese e sem antecipação de juízo definitivo de responsabilidade, podem encontrar subsunção às hipóteses previstas no artigo 106 do Estatuto Social”.

São três listados:

  • “Possível prejuízo considerável ao patrimônio ou à imagem do Corinthians, na medida em que os elementos incorporados aos autos, apontam a possível utilização de serviços de segurança custeados pelo Clube em benefício de interesses particulares, inclusive de familiares do Representado. Tal circunstância, se confirmada, poderá caracterizar destinação de recursos sociais para finalidade estranha aos interesses institucionais do Corinthians, em possível desconformidade com o artigo 119, § 1º, do Estatuto Social, com repercussões patrimoniais e à imagem do Clube”;

  • “Possível infração a norma estatutária expressa, ou seja, não foram apresentados os três orçamentos exigidos pelo artigo 119, § 2º, do Estatuto Social, relativamente às contratações examinadas, tampouco demonstrada documentalmente a dispensa dessa exigência mediante parecer e autorização do CORI, conforme previsto no próprio dispositivo”;

  • “Possível prática de ato de gestão irregular ou temerária, isto é, as circunstâncias relacionadas à contratação e à manutenção dos serviços prestados pela BEAR SECURITY LTDA., cuja autorização da Polícia Federal para o exercício da atividade de segurança privada não foi comprovada, apesar das diligências realizadas, indicam, em tese, possível irregularidade ou temeridade na condução administrativa”.

Fora do Parque São Jorge, o caso da Bear Security Ltda. levou Osmar Stabile a ser denunciado pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP) por crime de apropriação indébita continuada.

Segundo o Promotor de Justiça Cássio Roberto Conserino, o dirigente se valeu de recursos financeiros da instituição para bancar despesas particulares de segurança privada.

Segundo o MPSP, a empresa não possui autorização da Polícia Federal para prestar os serviços desta natureza, tendo o Corinthians como único cliente desde a fundação e emitindo notas fiscais sequenciais ao clube do Parque São Jorge.

Ainda de acordo com a denúncia, a qual a ESPN teve acesso, a Bear Security está registrada em nome da esposa de um dos policiais militares que prestavam serviços ao presidente antes de sua posse no cargo.

De acordo com o MP, os pagamentos ocorrerem desde julho de 2025, enquanto o contrato entre a empresa e o Corinthians só foi assinado formalmente em março de 2026.

Na denúncia, o Ministério Público pediu à Justiça que Osmar Stabile faça o ressarcimento de R$ 721.194,66 aos cofres do clube, pedindo ainda o pagamento de R$ 540.895,99 (valor que corresponde a 75% do valor material) a título de “danos morais por abalo institucional e reputacional causado à imagem do Corinthians”, demandando o bloqueio de bens do dirigente para garantir o pagamento dos valores.

O Promotor pediu ainda a proibição de acesso de Stabile às dependências do Corinthians, com veto a contato com testemunhas e outros dirigentes, suspensão cautelar de qualquer função de representação institucional do clube e proibição de se ausentar do país sem autorização judicial.

“Ressalte-se que, embora a intervenção judicial em entidade associativa constitua medida de natureza cível alheia à jurisdição penal, os elementos colhidos nesta investigação revelam indícios gritantes de gestão temerária, desvio de finalidade, de recursos e risco à integridade institucional do Corinthians. Não por outra razão oficiaremos a Promotoria de Justiça do Patrimônio Público e Social com o objetivo de municiá-los”, citou Cássio Roberto Conserino.

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