Sábado, 24 de Outubro de 2026
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Corinthians é condenado por demissão ligada a auditoria sobre desvios de uniformes da Nike

O Corinthians foi condenado a pagar cerca de R$ 60 mil a um ex-analista demitido após ter seu nome vazado em um relatório sobre os desvios de uniformes da Nike do qual disse não ter participado.

24/10/2026 às 14h28
Por: Redação Fonte: Diego Garcia e João Felippe França
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Corinthians é condenado por demissão ligada a auditoria sobre desvios de uniformes da Nike

O Corinthians foi condenado a pagar cerca de R$ 60 mil a um ex-analista demitido após ter seu nome vazado em um relatório sobre os desvios de uniformes da Nike do qual disse não ter participado.

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Luiz Moraes alega que foi afastado depois de reclamar ao ver seu nome exposto de maneira indevida na documentação, o que lhe gerou abalo emocional e insegurança. Ele solicitou uma indenização por danos morais em razão da dispensa retaliatória, o que foi aceito pela Justiça.

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A justificativa da demissão dele, na ocasião, foi compensação do banco de horas. Em sua defesa, o clube ainda negou a dispensa retaliatória e negou a exposição pública da imagem de Luiz.

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Porém, o tribunal entendeu que Luiz foi demitido por conta de o departamento considerá-lo uma "ponta solta" em uma auditoria realizada, uma vez que não participou desse trabalho, apesar de constar seu nome na 1ª versão “vazada” para a imprensa, com a finalidade de abafar tanto as irregularidades no procedimento quanto às notícias de desvios de materiais da Nike.

Além disso, o funcionário estava com uma promoção encaminhada por qualificação, eficiência e méritos em resultados apresentados, segundo consta no processo.

A Justiça, então, concluiu que sua demissão foi em retaliação ao episódio da Nike, condenando o clube a pagar R$ 59.110,00 em danos morais.

Em novembro de 2025, Luiz reclamou ao vice-presidente Armando Mendonça sobre a inclusão de seu nome na auditoria, apesar de não ter participado do relatório, encaminhado por Marcelo Munhoes, responsável da área. Após a reclamação, seu nome foi retirado da documentação, em versão que chegou à imprensa.

Apesar da condenação por danos morais, Luiz também recebeu uma multa por litigância de má-fé da Justiça do Trabalho ao cobrar verbas rescisórias que havia recebido quando deixou o Corinthians. O clube então pediu que ele pagasse uma multa por tentar alterar a verdade dos fatos.

Esse não é o único processo na Justiça pelo episódio. Um ex-executivo da empresa que faz a distribuição da Nike no Brasil foi aos tribunais contra o Corinthians por conta de notícias que sugerem envolvimento em desvio de produtos relacionados ao clube. Ele cobra R$ 500 mil em danos morais.

Já nesta última semana, a Justiça de São Paulo recusou o pedido feito pelo Ministério Público para a prisão preventiva de Armando Mendonça, vice-presidente do Corinthians.

Em manifestação na noite da última quinta-feira (22), a juíza Amanda Eiko Sato, da 25ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, indeferiu ainda as medidas cautelares solicitadas pelo promotor Cássio Conserino como acesso às dependências do Parque São Jorge e a restrição de contato com dirigentes e testemunhas.

O pedido de prisão preventiva foi feito pelo MP-SP no âmbito do processo que apura o suposto desvio de matérias esportivos da Nike, no qual o dirigente do Timão se tornou réu em meados do mês de junho ao ser acusado de apropriação indébita agravada continuada, tentativa de apropriação indébita agravada continuada, furto qualificado pelo abuso de confiança e coação no curso do processo.

Na última semana, o promotor Cássio Conserino levou à Justiça o pedido de prisão preventiva após a demissão do agora ex-diretor de tecnologia do Corinthians, Marcelo Munhoes, responsável pelo relatório que embasou a denúncia do MP sobre Armando Mendonça.

Na visão do MP-SP, o desligamento do funcionário poderia configurar tentativa de intimidação de testemunhas e interferência na produção de provas às vésperas da audiência de instrução marcada para o próximo dia 10 de novembro.

Em nota oficial, o Corinthians comunicou o desligamento de diretores em meio ao processo eleitoral no clube.

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