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Craque do futebol de cegos, Mizael Conrado lembra última imagem que viu antes de perder a visão: o gol de Careca pelo São Paulo em 1986'
Convidado do Bola da Vez desta semana, o ex-jogador Mizael Conrado, eterno craque do futebol de cegos, revisitou uma das memórias mais marcantes de sua vida: a última imagem que viu antes de perder completamente a visão.
03/10/2026 09h16
Por: Redação Fonte: ESPN.com.br

Convidado do Bola da Vez desta semana, o ex-jogador Mizael Conrado, eterno craque do futebol de cegos, revisitou uma das memórias mais marcantes de sua vida: a última imagem que viu antes de perder completamente a visão. Nada mais, nada menos que o gol de Careca pelo São Paulo, na final do Campeonato Brasileiro de 1986, contra o Guarani.

Durante o programa, que vai ao ar neste sábado (3), às 22h (de Brasília), no Plano Premium do Disney+, o ex-presidente e atual secretário-geral do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) contou que o ídolo tricolor foi uma das suas grandes inspirações.

Mizael nasceu com catarata congênita e, após quatro cirurgias ainda bebê, passou a enxergar. Com nove anos, porém, sofreu um descolamento de retina, processo que iniciou a perda gradual da visão. Aos 13, ficou completamente cego.

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"Eu tinha um grande sonho: vestir a camisa 10 do São Paulo Futebol Clube. O meu ídolo era o Careca. O Careca era o 9, e o Pitta era o 10. O Careca era o meu grande ídolo e a única imagem que eu lembro de ter visto foi um lance que aconteceu no dia 25 de fevereiro de 1987, perto da meia noite", contou.

O lance aconteceu na decisão do Brasileirão de 1986, disputada contra o Guarani, em Campinas. Na prorrogação, aos minutos finais, Wagner Basílio lançou a bola para o ataque, Pita desviou de cabeça e Careca acertou uma finalização de canhota no ângulo do goleiro Sérgio Neri. O gol empatou a partida por 3 a 3 e levou a decisão para os pênaltis, em que o Tricolor conquistou o segundo título brasileiro de sua história.

"Foi o nosso segundo título brasileiro. Um jogo emblemático, o são-paulino que acompanhou não vai esquecer", afirmou.

A relação de Mizael com a bola, no entanto, ganhou novos capítulos mesmo após a perda da visão. Foi no futebol de 5 que ele construiu uma carreira histórica e se tornou um dos maiores nomes do esporte paralímpico brasileiro. Antes de pendurar as chuteiras, foi campeão mundial em duas oportunidades (1998 e 2000), bicampeão paralímpico em Atenas 2004 e Pequim 2008, além de ter sido eleito o melhor jogador de futebol de cegos do mundo em 1998.