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Volante diz que ficou 95 dias sem receber, vai à Justiça contra o Santos e pede até indenização por danos morais
O volante Vinícius Balieiro, atualmente na Chapecoense, foi à Justiça do Trabalho contra o Santos,
02/10/2026 13h01
Por: Redação Fonte: Diego Garcia e Francisco De Laurentiis
Bandeirinha do Santos na Vila Belmiro antes de jogo contra o Cruzeiro Ricardo Moreira/Getty Images

O volante Vinícius Balieiro, atualmente na Chapecoense, foi à Justiça do Trabalho contra o Santos, alegando uma série de irregularidades e pedindo o pagamento de R$ 324.133,81.

O atleta defendeu o Peixe entre 2017 e 2024, sendo usado tanto nos times de base quanto no profissional. Em 2023, ele ainda passou um período emprestado ao Ituano.

Na ação, à qual a ESPN teve acesso, Vinícius reclama principalmente do que aconteceu pós-cessão ao clube do interior paulista, entre agosto e novembro daquele ano.

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De acordo com sua defesa, o meio-campista ganhava R$ 102 mil à época, e seu salário foi dividido em 50%-50% com cada equipe. Quando ele retornou à Vila Belmiro, porém, o Alvinegro "manteve indevidamente a base salarial reduzida de R$ 52 mil até dezembro de 2023", o que afetou seu saldo salárial, suas férias, o 13º e os depósitos de FGTS correspondentes.

Balieiro também afirma que sofreu com "atrasos frequentes nos pagamentos", especialmente em 2025, ano em que atuou na Chape por empréstimo do Santos.

O meio-campista alega que ficou cerca de 95 dias sem receber salários entre maio e agosto de 2025, o que o fez pedir correção monetária e juros sobre os pagamentos atrasados.

Ele ainda pediu que o Peixe seja multado por atraso na liberação da documentação rescisória, o que dificultou a liberação do saque de seu FGTS, e também cobrou um "bicho" de quase R$ 15 mil que teria sido prometido pelo clube, mas não foi pago (na ação, o jogador anexou prints de conversas com o gerente de futebol Guilherme Sousa sobre a premiação).

Por fim, Vinícius pede indenização por danos morais, alegando um conjunto de condutas: atrasos salariais reiterados; atrasos de FGTS; atraso no pagamento de férias e 13º; retenção da documentação de rescisão; e premiação reconhecida e não paga.

Dessa forma, os pedidos foram:

  1. Diferenças salariais e FGTS: R$ 136.800,00

  2. Premiação não paga: R$ 14.333,81

  3. Correção por atrasos salariais: R$ 20.000,00

  4. Multa do art. 477 da CLT: R$ 102.000,00

  5. Danos morais: R$ 51.000,00

  6. Valor total: R$ 324.133,81

O caso agora aguarda julgamento da Justiça do Trabalho.

A ESPN procurou o Santos, que informou que o clube foi citado no caso e fará a defesa no decorrer do processo.

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