Não é apenas pelos resultados e nível de futebol que Brasil e Argentina estão separados por um abismo hoje.
Fica cada vez mais escancarado que falta à Seleção Brasileira a conexão com seu torcedor que sobra na Argentina.
E isso passa muito pela forma como as duas confederações tratam a questão dos amistosos.
Como a chance de enfrentar um rival europeu é cada vez mais raro, pelo calendário repleto de competições oficiais no Velho continente, os gigantes da América do Sul sofrem para realizar jogos preparatórios de bom nível.
E aí começa a diferença entre a AFA e a CBF.
Para os cartolas brasileiros, o dinheiro vem em primeiro lugar. Para os argentinos a oportunidade de conexão com a torcida pesa muito mais.
Desde o final de Copa de 2022, o Brasil fez apenas um amistoso em casa: contra o Panamá, antes do Mundial de 2026.
Mesmo sendo hoje muito mais valorizada, por ganhar Copa e Messi, a Argentina vai completar nesta data Fifa seu sétimo amistoso jogando em casa.
Os rivais estão longe de empolgar: Panamá, Curaçao, Mauritânia, Zâmbia, Bolívia, Burkina Faso e Benin.
Mas o Brasil, que amanhã pega a inexpressiva Índia, fez nos últimos quatro anos amistosos até contra a Guiné.
Já campeão do mundo, Messi foi até Santiago de Estero, cidade de 250 mil habitantes no interior da Argentina para um amistoso, contra Curaçao.
O Brasil prefere Calcutá que Cuiabá, Natal, Belém, Manaus, Curitiba, etc.