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Jorge Jesus sobe o tom em polêmica com Cristiano Ronaldo em Portugal e cita até Pelé e Maradona: 'Ninguém vai mudar minhas ideias'
Jorge Jesus, técnico da seleção de Portugal, concedeu entrevista nesta quarta-feira (30), véspera do duelo contra a Dinamarca, pela Uefa Nations League,
30/09/2026 13h46
Por: Redação Fonte: ESPN.com.br

Jorge Jesus, técnico da seleção de Portugal, concedeu entrevista nesta quarta-feira (30), véspera do duelo contra a Dinamarca, pela Uefa Nations League, e foi questionado a respeito da polêmica com Cristiano Ronaldo. Segundo a imprensa portuguesa, o astro ficou incomodado por não ter atuado diante da Noruega, no último final de semana.

A situação ganhou corpo quando, na última terça-feira (29), o atacante sequer treinou com a equipe e retornou ao hotel para fazer uma atividade na academia. A “crise” fez com que Pedro Proença, presidente da Federação Portuguesa de Futebol, fosse à Dinamarca para lidar com o fato.

Na coletiva, Jorge Jesus minimizou a questão, disse que “não havia problema” e detalhou como foram as conversas com Cristiano Ronaldo sobre o tema. “Não é que tenha problema de responder, mas o foco é a Dinamarca. Parece que vimos aqui fazer um jogo amigável, sem interesse nenhum”, iniciou.

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“Esse é o foco principal até para mim e para os meus jogadores. É mais importante do que o que está dizendo. Não houve caso nenhum. Já expliquei por que é que foi o caso. Vou explicar outra vez. Não tenho problema nenhum em ter casos”.

“Tive tantos ao longo da minha carreira. Mas não queiram fazer um caso. Eu disse ao Cris que ele não ia jogar estes dois jogos. Pensei durante o jogo que se precisasse, ele iria aquecer. E depois não o pus no jogo. Qualquer um não fica contente depois de aquecer meia hora. Quanto mais o Cris. Quanto mais fosse o Pelé, o Maradona. Os direitos são iguais e como treinador eu decidi que não entraria”.

Na sequência, Jorge Jesus também minimizou a importância da entrada de Paulo Proença no diálogo, uma vez que, segundo o técnico “o problema não era problema” e mandou um recado direto ao próprio dirigente e também aos demais atletas da seleção portuguesa.

 

“Me obrigaram a falar com o Cris de um caso que não havia caso. Não havia nada para falar. O que falamos é o que ele disse na coletiva. Ele disse, estou aqui para que você decidir. Quer que eu jogue? Eu jogo. Quer que eu vá para o banco? Eu vou”.

“O presidente veio, é óbvio, tem de estar aqui, com a equipe. Falando o que se estava sendo discutido em Portugal, quis saber o que se passou. Mas depois de jantar já tínhamos resolvido o problema que não era problema”.

“Posso prometer o que eu quiser. Sou treinador. Sou o treinador, disse ao jogador não era para jogar. Vou levá-lo para o banco. Se precisar de você por 30 minutos, vai jogar, se não, não vai jogar. Nunca nenhum jogador vai mudar as minhas ideias. Nem ele nem ninguém no futebol. Nem nenhum presidente. Nunca, zero”, finalizou.

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