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Palmeiras: grupo de oposição pede saída de marido de Leila; veja os bastidores políticos do clube
A vitória da Almirante S/A, empresa de Marcos Lamacchia, filho de José Carlos Lamacchia
26/09/2026 13h21
Por: Redação Fonte: Daniel Bocatto
José Roberto Lamacchia e Leila Pereira comemoram título brasileiro do Palmeiras Cesar Greco/Palmeiras/by Canon

A vitória da Almirante S/A, empresa de Marcos Lamacchia, filho de José Carlos Lamacchia (marido de Leila Pereira e conselheiro do Palmeiras), na licitação para aquisição da SAF do Vasco, virou tema de debate na coletividade palestrina.

A vitória da Almirante S/A, empresa de Marcos Lamacchia, filho de José Carlos Lamacchia (marido de Leila Pereira e conselheiro do Palmeiras), na licitação para aquisição da SAF do Vasco, virou tema de debate na coletividade palestrina.

O Ocupa Palestra, um dos grupos de oposição da gestão de Leila Pereira, emitiu um comunicado pedindo que Lamacchia se retire do Conselho Deliberativo do Palmeiras.

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"É indispensável separar os negócios privados de dirigentes dos cargos ocupados temporariamente na administração do Palmeiras, preservando a imagem institucional da nossa associação. As empresas da mandatária não podem, sob qualquer hipótese, financiar ou favorecer nossos rivais diretos em campo", disse o coletivo.

A ESPN apurou ainda que parte da oposição vê com preocupação o fato do filho de Lamacchia estar diretamente envolvido na gestão de um outro clube.

Fontes da reportagem afirmam que têm alertado autoridades do COF - Conselho de Orientação e Fiscalização do Palmeiras, além do próprio Conselho Deliberativo, mas que nenhuma medida tem sido tomada.

Para uma grande parcela da oposição, o Palmeiras vive uma espécie de "aparelhamento" de seus órgãos internos por parte da situação, o que estaria impedindo um olhar mais atento sobre esse cenário de possível conflito de interesses envolvendo a gestão de Leila Pereira.

Publicamente, a mandatária nega que exista esse conflito, uma vez que não tem ingerência sobre os negócios geridos pelo filho de Lamacchia.

É válido destacar que o Palmeiras terá eleição presidencial em 2027, o que naturalmente mexe com os ânimos internos do clube. Por ter cumprido dois mandatos consecutivos, Leila Pereira não pode ser reeleita. E, segundo informação divulgada inicialmente pelo Nosso Palestra e confirmada pela ESPN, um nome que ganhou força para a sucessão presidencial do clube é o de Paulo Buosi, atual 2º vice-presidente e bastante ligado à figura da mandatária.

Buosi tem grande aceitação interna e já vem atuando em algumas áreas da gestão atual, como o futebol e a interface com o Conselho. Inclusive, durante o jantar de aniversário do clube, a atual presidente falou sobre a possibilidade de tê-lo como seu sucessor e destacou a experiência dele à frente da estrutura do clube.

Ainda não há uma oficialização por parte da situação à respeito de um candidato. Já a oposição, ao menos em parte, se mobiliza para fazer barulho na eleição do Conselho, em fevereiro, e mira eleger mais nomes para ganhar força internamente. Hoje, o número de conselheiros de oposição esta entre 80 e 120 nomes.

Ainda segundo a apuração, também não há um expoente da oposição que surja como um nome unânime para disputar o pleito.

Veja a nota completa feita pelo coletivo:

NOTA OFICIAL DO OCUPA PALESTRA SOBRE A AQUISIÇÃO DA SAF DO VASCO DA GAMA

Em defesa da Sociedade Esportiva Palmeiras

Nós, conselheiros, conselheiras e integrantes do grupo Ocupa Palestra, acompanhamos com atenção e preocupação as recentes movimentações envolvendo a aquisição do clube Vasco da Gama por empresas ligadas ao Sr. José Roberto Lamacchia, marido da atual presidente da Sociedade Esportiva Palmeiras e conselheiro do clube.

Sempre alertamos para a necessidade de eliminação dos conflitos de interesse que envolvem a gestão e os negócios privados de seus dirigentes. Levamos esses questionamentos de forma oficial aos órgãos do clube diversas vezes, cobrando esclarecimentos que, muitas vezes, foram negados, contando inclusive com a complacência de quem deveria fiscalizar.

É indispensável separar os negócios privados de dirigentes dos cargos ocupados temporariamente na administração do Palmeiras, preservando a imagem institucional da nossa associação. As empresas da mandatária não podem, sob qualquer hipótese, financiar ou favorecer nossos rivais diretos em campo.

Diante desse cenário e em estrito respeito às diretrizes do nosso Estatuto Social, solicitamos:

1) Desligamento voluntário do Conselho Deliberativo: Caso a aquisição do Vasco da Gama se concretize, sugerimos que parta do próprio conselheiro José Roberto Lamacchia o pedido de desligamento de suas funções no Conselho Deliberativo (CD). O art. 33, inciso XIII, do Estatuto prevê que é infração proceder contra os interesses do clube, tornando incompatível a condição de avalista ou financiador de uma equipe rival com o exercício de mandato no CD.

2) Interrupção de benefícios diretos ou indiretos: Ressaltamos a necessidade de cessar qualquer tipo de benefício, facilidade ou cessão de insumos do ecossistema da presidente a equipes adversárias. A utilização de estrutura privada, como por exemplo o eventual uso de sua aeronave pelo clube rival, caracteriza um evidente e indissociável benefício direto a um adversário.

3) Proteção institucional: Solicitamos que os órgãos de fiscalização do clube, em especial o Conselho Deliberativo (CD) e o Conselho de Orientação e Fiscalização (COF), no uso de suas atribuições, estabeleçam barreiras de reforço à proteção dos dados operacionais e know-how da nossa instituição, cujo patamar de excelência foi alcançado pelo contínuo trabalho de diferentes dirigentes há mais de uma década. Acima da nossa atuação política no Conselho, somos torcedores da Sociedade Esportiva Palmeiras. Aqui nascemos e morreremos, atuando com firmeza para defender, unicamente, os interesses do clube que amamos. Ocupa Palestra.

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