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Real Madrid diz que Tebas é 'obcecado' contra o clube e pede mudança na chefia de LALIGA: 'Alguém que compreenda a natureza do cargo'
O Real Madrid não poupou Javier Tebas, presidente de LALIGA,
22/09/2026 13h48
Por: Redação Fonte: Real Madrid diz que Tebas é 'obcecado' contra o clube e pede mudança na chefia de LALIGA: 'Alguém que compreenda a natureza do cargo'
Florentino Pérez e Javier Tebas Mateo Villalba/Getty Images | Dennis Agyeman/Europa Press via Getty Images

O Real Madrid não poupou Javier Tebas, presidente de LALIGA, após o dirigente classificar falas de José Mourinho contra decisões de arbitragem como "cortina de fumaça para encobrir deficiências" da equipe merengue.

O clube emitiu um forte comunicado contra o dirigente nesta terça-feira (22), dizendo ser "intolerável que utilize sua posição institucional para desqualificar e atacar o Real Madrid". Tebas foi chamado definido como "obcecado e reiteradamente voltado contra" o time.

A nota pediu uma mudança na chefia de LALIGA. "Entendemos que a competição profissional de futebol na Espanha precisa urgentemente de um dirigente capaz de administrá-la e de desenvolver todo o seu potencial, cumprindo o dever elementar de neutralidade. Precisa de alguém que compreenda a natureza de seu cargo, pois o presidente de LALIGA não é o dono da competição, mas sim um gestor a serviço dos clubes que a integram e que lhe confiam a sua direção".

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Entenda a discussão

Após a derrota do Real Madrid por 2 a 1 para o Atlético de Madrid, no último domingo (20), ficou na bronca com a expulsão do zagueiro Huijsen, no início do segundo tempo, em lance de pênalti que originou o gol de Grimaldo, além do fato de Romero não ter recebido o cartão vermelho após pisar em Bellingham, aos 37 minutos do primeiro tempo, e por Lee Kang-in também não ter sido expulso pela forte entrada no tornozelo de Valverde.

Em coletiva, o técnico criticou o Comitê Técnico de Árbitros e a escolha de Miguel Angel Ortiz Arias para conduzir o clássico. "A história do jogo está aí. São dois cartões vermelhos claros. Com as dificuldades que tivemos depois, jogando com 11 contra nobe, dá para imaginar como teria sido passar 50 minutos com 11 contra 10”.

“Então, só me resta abraçar meus jogadores, que deram tudo de si, que fizeram um primeiro tempo de muita classe e personalidade. Obviamente, o Atleti vai ficar feliz; eles levaram os pontos”, disse Mourinho, que seguiu com as críticas. “É o CTA. Tudo isso tem sido muito estranho”.

“É um árbitro que, aos 41 anos, não tem experiência internacional. Não sei por que ele é o árbitro. O coitado veio aqui e não aguentou a pressão... Depois, o Sr. Trujillo, do VAR, que o chamou para o cartão vermelho do [Romero], mas não o fez para o segundo [Kang-in Lee], que foi ainda mais grave que o primeiro”.

“O Sr. Trujillo tem um longo histórico com o Real Madrid — na temporada passada, houve jogos contra a Real Sociedad na Copa, Osasuna, Girona. É um árbitro de VAR com muito histórico. O pobre árbitro... Pode-se dizer que ele não tem experiência para vir aqui apitar um clássico”.

“Mas, para [o VAR], não há pressão; em Las Rozas, não há pressão. Ou talvez haja, e nós não saibamos...Estou aqui há três meses. [Eles deveriam ter recebido] dois cartões vermelhos contra o Elche. Mas vencemos. Dois cartões vermelhos hoje. Essa combinação — um árbitro fraco, que só apitou jogos pequenos, e um VAR com um histórico extenso. Parabéns ao CTA”, disse Mourinho.

"Se nos deixarem em paz e permitirem que a disputa ocorra em igualdade de condições, ainda há um longo caminho pela frente. Não quero dizer que isso foi armado. Quero acreditar que foram erros. Assim como um técnico comete erros. Quero pensar que o CTA errou ao escalar um árbitro de 41 anos que nunca passou por uma situação dessas. Eles erraram, só isso”, finalizou.

Tebas defendeu os árbitros e criticou as falas do português.

"Os porta-vozes de sempre e a televisão do regime [Florentino Pérez, do Real Madrid] já começaram a construir aquele relato de sempre: que há uma conspiração permanente contra o Real Madrid", escreveu o chefão de LALIGA, em sua conta no X.

"Quando não é o 'caso Negreira', é o árbitro, que não é de 'categoria internacional'. Todos os clubes podem ser arbitrados por árbitros internacionais e pelos que não são. Ninguém tem direito a um menu de árbitros para escolher o que deseja", seguiu.

"Afirmar que os árbitros estão dirigidos contra o Real Madrid é viver em outra galáxia. Esse tipo de fala serve como cortina de fumaça para encobrir outras carências que se veem facilmente nestas primeiras partidas da temporada. É mais fácil falar em conspiração do que explicar o que está acontecendo em campo", disparou.

"Estamos em setembro e já estão falando que o campeonato está manchado. É o blá-blá-blá de sempre, no qual ninguém com bom senso acredita", finalizou.

Leia o comunicado completo do Real Madrid

"Diante das declarações feitas pelo presidente de LALIGA, Javier Tebas Medrano, o Real Madrid C. F. deseja manifestar o seguinte:

Nosso clube considera intolerável que o presidente de LALIGA a utilize sua posição institucional para continuar desqualificando e atacando o Real Madrid da maneira como faz em cada uma de suas intervenções. É muito preocupante que aquele que tem a responsabilidade de representar e proteger os interesses de todos os clubes de LALIGA continue obcecado e reiteradamente voltado contra o Real Madrid, transformando nosso clube em alvo permanente de seus ataques públicos.

Sua última intervenção é especialmente grave e incompreensível, imprópria de um gestor responsável, pois ocorre ao comentar um artigo de um jornalista independente em um meio digital. No entanto, ele reage contra nosso clube permitindo-se, além disso, avaliar nossa estratégia esportiva, o que é um completo absurdo e uma atitude irresponsável.

É totalmente surpreendente que o presidente de LALIGA dedique seu tempo e seus canais pessoais a tentar desacreditar publicamente o Real Madrid, em vez de contribuir, a partir da responsabilidade de seu cargo, para gerar confiança nas instituições que devem garantir a imparcialidade da competição. Dessa forma, ele continua prejudicando a imagem da nossa competição e do futebol espanhol no mundo.

Diante desse comportamento inadequado e persistente, entendemos que a competição profissional de futebol na Espanha precisa urgentemente de um dirigente capaz de administrá-la e de desenvolver todo o seu potencial, cumprindo o dever elementar de neutralidade. Precisa de alguém que compreenda a natureza de seu cargo, pois o presidente de LALIGA não é o dono da competição, mas sim um gestor a serviço dos clubes que a integram e que lhe confiam a sua direção. Nós, clubes, precisamos de alguém que sirva a essa missão com honestidade.

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