O São Paulo atravessa a maior crise financeira de sua história; a dívida total do clube ultrapassa R$ 1 bilhão. No meio do ano, o clube foi punido com transfer bans e, hoje, possui quatro meses de pendências em direitos de imagem dos atletas.
Em entrevista exclusiva à ESPN, Jonathan Calleri entende que uma das formas de aliviar o momento conturbado é apostar no que sempre rendeu bons frutos ao Tricolor: Cotia.
“Os que estão dentro e fora do clube, vocês que cobrem o São Paulo, os torcedores, todo mundo sabe que o clube está passando por uma situação delicada economicamente. Por isso te falo: os meninos precisam dar um passo à frente para jogar e serem vendidos, para o São Paulo receber dinheiro por meio deles", disse.
“Acho que Luciano, Rafael e eu temos que começar a tomar mais à frente, ensinar o caminho aos que vem de Cotia. Temos muitos meninos bons, meninos que merecem ter uma sequência importante e, com a realidade do clube, a gente precisa muito que esses meninos deem um passo para frente, que comecem a ser verdadeiros profissionais e que possam dar muitas alegrias aos torcedores são-paulinos”, ressaltou.
Além da questão financeira, a turbulência política tem afetado o ambiente do São Paulo. Nesse momento, os pilares do elenco, como Calleri, são parte importante do processo de blindagem do elenco.
Porém, mesmo entendendo o papel de referência no time, o argentino não se enxerga como ídolo. “Os ídolos são Zetti, Rogério Ceni”.
“Considero que, para os mais jovens, que não viram o São Paulo ser campeão de tudo, eu sou uma referência. Tanto eu quanto o Luciano. Não podemos nos comparar com os caras que fizeram história aqui há 10, 15, 20 anos. Na realidade recente, vemos-nos como referências para as crianças e queremos dar muitas alegrias a elas para que, um dia, possamos ser ídolos de verdade”, explicou.
Apesar de não se colocar no mesmo patamar de outras grandes figuras da história são-paulina, o centroavante contou que recebe frequentemente mensagens de carinho, apoio e até mesmo relatos de crianças nomeadas em sua homenagem.
“Eu recebo muito no Instagram, no Twitter. Quando marcam meus familiares, eles me mandam as certidões de nascimento. É muito louco. Há pouco tempo, fizeram uma pesquisa sobre os nomes argentinos no Brasil. Acho que Riquelme, Batistuta, Maradona e mais algum outro, e 30 meninos chamados Calleri. Nesse tempo que estive aqui, construí uma relação com o torcedor. Às vezes com momentos felizes, como na final da Copa do Brasil, às vezes com momentos de tristeza, como na final da Sul-Americana, que a gente fica chateado; a gente poderia ter levado o clube um pouco mais acima”, encerrou.
Os maus resultados e o caos interno não desmotivam Calleri, que ainda sonha com conquistas para que consigam se juntar ao seleto hall de ídolos do São Paulo.
Porém, mesmo entendendo o papel de referência no time, o argentino não se enxerga como ídolo. “Os ídolos são Zetti, Rogério Ceni”.
“Considero que, para os mais jovens, que não viram o São Paulo ser campeão de tudo, eu sou uma referência. Tanto eu quanto o Luciano. Não podemos nos comparar com os caras que fizeram história aqui há 10, 15, 20 anos. Na realidade recente, vemos-nos como referências para as crianças e queremos dar muitas alegrias a elas para que, um dia, possamos ser ídolos de verdade”, explicou.
Apesar de não se colocar no mesmo patamar de outras grandes figuras da história são-paulina, o centroavante contou que recebe frequentemente mensagens de carinho, apoio e até mesmo relatos de crianças nomeadas em sua homenagem.
“Eu recebo muito no Instagram, no Twitter. Quando marcam meus familiares, eles me mandam as certidões de nascimento. É muito louco. Há pouco tempo, fizeram uma pesquisa sobre os nomes argentinos no Brasil. Acho que Riquelme, Batistuta, Maradona e mais algum outro, e 30 meninos chamados Calleri. Nesse tempo que estive aqui, construí uma relação com o torcedor. Às vezes com momentos felizes, como na final da Copa do Brasil, às vezes com momentos de tristeza, como na final da Sul-Americana, que a gente fica chateado; a gente poderia ter levado o clube um pouco mais acima”, encerrou.
Os maus resultados e o caos interno não desmotivam Calleri, que ainda sonha com conquistas para que consigam se juntar ao seleto hall de ídolos do São Paulo.