Em entrevista exclusiva ao SportsCenter desta sexta-feira (28), com transmissão pelo plano premium do Disney+, o presidente do Corinthians, Osmar Stabile, falou sobre a polêmica do clipe lançado recentemente pelo atacante Memphis Depay, que mostrou o Parque São Jorge e o escudo do Timão em chamas.
O dirigente confirmou que teve uma conversa franca com o holandês sobre o ocorrido e exaltou o fato do atleta ter se explicado nas redes sociais logo depois sobre o tema.
"Conversamos logo após (a divulgação do clipe), a gente conversou com ele, mostrou, tinha um grupo de torcedores que viria no dia seguinte (protestar no Parque São Jorge) e podia incentivar alguma coisa aqui no clube. A gente mostrou, ele, sensibilizado, soltou uma nota logo em seguida, ele tirou também depois queimando o escudo do Corinthians, foi uma maneira dele levar a música dele... E aí se resolveu a situação, graças a Deus nao tem problema nenhum", afirmou Stabile.
O cartola também ressaltou que o contrato de Memphis, assim como o de todos os atletas contratados em sua gestão, possui uma "cláusula antipolítica", que impede os jogadores de se manifestarem sobre a política corintiana.
De acordo com o presidente alvinegro, essa é uma forma de "blindar" o elenco e separar a política do Parque São Jorge do futebol da equipe.
"Sim, existe essa cláusula (antipolítica), ela está bem clara no contrato dele, e demais jogadores, a partir do momento que os jogadores entram aqui existe um envolvimento na parte politica", disse.
"É muito sensível, não da para a gente envolver a parte politica, tenho procurado manter o maximo possível manter o jogador à distância. Passamos por muitos momentos turbulentos ano passado, e ainda assim conseguimos ser campeões da Copa do Brasil. É difícil, você sabe que existem diversos times com a possibilidade de ser campeão, tanto é que, hoje, estamos fora, mas tem grandes clubes que disputam. A gente não conseguiu ganhar, teve a Supercopa Rei... A gente conseguiu separar muito bem a parte política do clube", argumentou.
"Todos os contratos novos depois que eu entrei têm (a cláusula antipolítica). É importante, o futebol está lá, distante, acho que precisa mesmo separar. Hoje tem a questão física: no Parque São Jorge tem as pessoas que frequentam... O mais importante é saber que o futebol está separado fisicamente. Tanto futebol masculino, feminino, base. De forma tranquila, todo mundo tem a possibilidade de trabalhar sem a questão política", acrescentou.
Stabile ainda reforçou que os atletas do Corinthians, tanto do masculino quanto do feminino, são "contratados para jogar futebol", e não para se envolver nos bastidores do clube.
O dirigente, aliás, ironizou o fato de que, em momentos recentes, muitos jogadores colocaram a culpa do desempenho individual ruim na política corintiana.
"Eu acho que todo atleta é contratado para jogar futebol. [...] Voltando à questão política, a gente colocou isso em cláusula em virtude do momento que o Corinthians está passando, e a gente, nessa questão, quando envolve toda a questão de um país, tem um problema, o envolvimento no dia-a-dia. Os jogadores chutavam a bola na trave e já falavam que era questão política", disparou.
"Foi isso que a gente tentou colocar, porque o jogador tem que jogar futebol e é muito sensível, não dá para se envolver em outras questões. Volto a repetir que, ano passado, com toda a turbulência, conseguimos a Copa do Brasil, logo em seguida a copa do rei, e esse ano vai ter novidade, com certeza absoluta, pode esperar, vamos buscar um título esse ano ainda", finalizou.
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