Léo Derik, do Athletico-PR, foi condenado a 13 anos de prisão em regime fechado por dois crimes de estupro contra uma ex-companheira. A ESPN teve acesso à sentença do processo que tramita no 2º Juizado de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher de Curitiba.
A decisão foi proferida na última terça-feira (12). Léo Derik poderá recorrer da decisão em liberdade. O caso aconteceu em 2024.
O Ministério Publico, que ofereceu a denúncia, pediu a absolvição do atleta. A ESPN teve acesso ao texto.
"O Ministério Público requereu a absolvição do réu das imputações capituladas nos artigos 213, caput e 147-B do Código Penal, com força no artigo 386, VII, do Código de Processo Penal, ao argumento de que o conjunto probatório angariado nos autos não é suficiente para ensejar o decreto condenatório, pois, ao confrontar as narrativas colhidas sob o crivo do contraditório judicial, há divergência de versões sobre os delitos de estupro. (O MP) Ressaltou, ainda, que em razão da inexistência de elementos de certeza para afirmar que o acusado praticou os Fatos 01 e 02, torna-se inviável imputar-lhe a responsabilidade criminal pelo dano emocional".
Apesar disso, a juíza do caso, Taís de Paula Scheer, entendeu que as provas eram suficientes para condenar Léo Derik.
"A materialidade e autoria do crime de estupro tentado foram comprovadas pela palavra firme, coerente e harmônica da vítima, corroborada pelo conjunto probatório, sendo suficiente para a condenação mesmo na ausência de exame pericial. A palavra da vítima em crimes sexuais praticados no âmbito doméstico tem especial relevância probatória, dada a clandestinidade dos fatos e a vulnerabilidade da ofendida, conforme o Protocolo para Julgamento com Perspectiva de Gênero e jurisprudência consolidada", dizia a decisão.
Cada crime de Léo Derik terá 6 anos e 6 meses de reclusão para cada crime, chegando a um total de 13 anos de prisão. Além da pena, a Justiça determinou um pagamento de R$ 10 mil por cada crime, totalizando R$ 20 mil, além das custas do processo.
A equipe publicou uma nota oficial em suas redes sociais explicando que não comentará sobre o caso, já que o processo segue sob segredo de justiça.
"Por se tratar de processo que tramita em segredo de justiça, o Clube não comentará seu conteúdo nem os fatos nele discutidos", afirmou o Athletico.
"A decisão é de primeira instância e está sujeita à recurso. O Clube não toma parte no processo e respeitará seu regular andamento, observadas as garantias legais aplicáveis até eventual trânsito em julgado", concluiu.