Terça, 15 de Setembro de 2026
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São Paulo se apega a retrospecto positivo na altitude para desafiar o Bolívar

Tricolor venceu as duas partidas que disputou na Bolívia pela Sul-Americana e tenta usar histórico favorável como combustível para reagir na competição

11/08/2026 às 20h40
Por: Redação Fonte: Gabriel Marin
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FBL-SUDAMERICANA-SAOPAULO-WILSTERMANN ©AFP
FBL-SUDAMERICANA-SAOPAULO-WILSTERMANN ©AFP

Tricolor venceu as duas partidas que disputou na Bolívia pela Sul-Americana e tenta usar histórico favorável como combustível para reagir na competição

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Pressionado pela sequência de resultados negativos, o São Paulo terá pela frente um dos cenários mais difíceis do futebol sul-americano. Nesta terça-feira (11), às 21h30 (de Brasília), o Tricolor visita o Bolívar, no Estádio Hernando Siles, em La Paz, pelo jogo de ida das oitavas de final da Sul-Americana. A partida será disputada a cerca de 3.650 metros acima do nível do mar.

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Apesar da altitude e do bom momento do adversário, o São Paulo encontra no próprio histórico um motivo para acreditar. Pela Sul-Americana, o clube disputou duas partidas em território boliviano e venceu as duas: 4 a 1 sobre o The Strongest, em La Paz, em 2003, e 3 a 1 diante do Jorge Wilstermann, em Cochabamba, em 2022.

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O retrospecto geral também é favorável. Em dez jogos disputados na Bolívia, o Tricolor soma quatro vitórias, quatro empates e apenas duas derrotas. O desafio desta terça, porém, terá um ingrediente adicional: o São Paulo chega pressionado pela necessidade de interromper uma sequência sem triunfos.

Histórico dá confiança antes do desafio em La Paz

A altitude de La Paz costuma representar um obstáculo para equipes brasileiras, mas o São Paulo já mostrou que consegue lidar com as condições adversas.

O triunfo mais marcante aconteceu em 2003. Naquele ano, o Tricolor foi até La Paz e goleou o The Strongest por 4 a 1, pelas quartas de final da Sul-Americana. Kleber Gladiador marcou duas vezes e ainda deu uma assistência, enquanto Luis Fabiano e Gustavo Nery completaram o placar.

Quase duas décadas depois, em 2022, o São Paulo voltou à Bolívia e novamente saiu vencedor. Em Cochabamba, derrotou o Jorge Wilstermann por 3 a 1, pela fase de grupos da competição.

O retrospecto, portanto, serve como alento antes de mais uma visita à altitude boliviana.

Contra o Bolívar, retrospecto é equilibrado

O São Paulo também já conhece o adversário desta terça-feira (11). O confronto mais recente aconteceu em 2013, pela fase preliminar da Libertadores.

Na ocasião, o Tricolor havia construído uma enorme vantagem ao vencer por 5 a 0 no Morumbi. Na volta, em La Paz, o Bolívar venceu por 4 a 3, mas o resultado não foi suficiente para impedir a classificação são-paulina.

Antes disso, as equipes haviam se encontrado na Libertadores de 1992. Em La Paz, houve empate, e o São Paulo confirmou a classificação em casa.

O histórico diante do Bolívar mostra, portanto, que a altitude já impôs dificuldades ao Tricolor, mas também que o clube conseguiu sair de situações adversas com a vaga em mãos.

Estratégia é chegar perto do jogo para minimizar desgaste

Para tentar reduzir os efeitos do ar rarefeito, o São Paulo adotou uma estratégia específica para a partida. A delegação ficará hospedada em Santa Cruz de la Sierra, cidade localizada praticamente ao nível do mar, e viajará para La Paz apenas horas antes do confronto.

A ideia é diminuir o período de exposição à altitude e chegar à capital boliviana o mais próximo possível do horário da partida. A estratégia foi adotada pelo clube justamente para minimizar os impactos dos 3,6 mil metros de altitude.

 

Pressão aumenta após sequência sem vitórias

Se o retrospecto traz confiança, o momento atual exige atenção. O São Paulo chega ao jogo pressionado pela falta de resultados e vê a Sul-Americana como uma oportunidade importante de reação.

Eliminado da Copa do Brasil e sem vencer no Campeonato Brasileiro há oito jogos, o Tricolor tem no torneio continental sua principal possibilidade de conquistar um título na temporada. A equipe avançou às oitavas de forma invicta na fase de grupos, com três vitórias e três empates.

Por isso, mesmo atuando fora de casa, o São Paulo busca um resultado que mantenha a classificação sob controle para o duelo de volta, no Morumbi.

Bolívar chega embalado após eliminar o Grêmio

O adversário também aumenta o grau de dificuldade. O Bolívar eliminou o Grêmio na fase anterior da Sul-Americana com duas vitórias: 3 a 2 em La Paz e 1 a 0 em Porto Alegre.

Além disso, a equipe boliviana vem de duas vitórias no campeonato nacional e ocupa a vice-liderança da competição. O time de Alejandro Restrepo também disputou a fase de grupos da Libertadores, terminando em terceiro lugar em uma chave que contou com Fluminense e Independiente Rivadavia.

 

São Paulo busca transformar retrospecto em resultado

O duelo desta terça-feira (11) será apenas o primeiro de 180 minutos. A classificação será decidida no Morumbi, na próxima semana, o que aumenta a importância de o Tricolor evitar uma desvantagem significativa em La Paz.

Entre a pressão pelo fim da má fase, a força do Bolívar em casa e a altitude, o São Paulo terá uma série de obstáculos pela frente. Ao mesmo tempo, o clube carrega um retrospecto que mostra que o cenário boliviano não é necessariamente um problema incontornável.

Vencer na altitude pela Sul-Americana já virou parte da história do Tricolor. Agora, o time de Dorival Júnior tenta repetir o roteiro para transformar confiança em reação e dar o primeiro passo rumo às quartas de final.

 
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