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Fernando Diniz comenta problemas extracampo do Corinthians após eliminação em Itaquera
Na última quinta-feira, o Corinthians foi eliminado da Copa do Brasil mesmo com a vitória por 2 a 1 sobre o Internacional.
07/08/2026 16h50
Por: Redação Fonte: Jogos em Destaque
Fernando Diniz comenta problemas extracampo do Corinthians após eliminação em Itaquera

Na última quinta-feira, o Corinthians foi eliminado da Copa do Brasil mesmo com a vitória por 2 a 1 sobre o Internacional. Com a desclassificação, o clube alvinegro deixou de ganhar R$ 4 milhões, que são garantidos aos times que participam das quartas de final.

Após o apito final, o treinador Fernando Diniz comentou sobre a situação extracampo da equipe. O comandante admitiu que chegou ao clube sabendo da grave crise financeira e destacou que confia no presidente Osmar Stabile, mesmo conhecendo-o há pouco tempo.

O Timão está impedido de registrar novos jogadores por conta de três transfer bans, que equivalem a quase R$ 22 milhões, e uma dívida geral que ultrapassa os R$ 3 bilhões.

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"O que mais me contempla na minha vinda para o Corinthians, como você disse, isso não era novidade. Eu sei que o Corinthians já tem uma história de anos que foi acumulando dívidas. E uma das coisas que eu gosto de estar aqui é que eu conheço o presidente há muito pouco tempo, mas eu vejo que ele é um cara muito sério. E ele está tentando pagar dívidas e ao mesmo tempo ter um time, além de tentar colocar o Corinthians em uma boa direção", iniciou em entrevista coletiva.

O técnico ressaltou que as dívidas não são de responsabilidade da gestão atual e indicou que Stabile conta com uma equipe de diretores competentes para resolver as pendências.

"E isso é uma coisa que eu gosto de participar disso. Porque, se não fosse assim, como é que vai fazer se colocar um presidente e equacionar o Corinthians hoje? Com tantas dívidas que tem. Porque os transfer bans não são por conta dessa gestão. Então ele tem uma herança, que não tem como agora se assumir uma cadeira, isso tem que resolver, ele está se esforçando para resolver. E eu acho que é uma seriedade muito grande, tanto ele quanto o Marcelo (Paz), o Julio (Cesar), os caras da diretoria", expôs.

Diniz também falou sobre a situação do gramado da Neo Química Arena. Após passar por uma reforma durante a pausa para a Copa do Mundo, o campo voltou em condições ruins e atrapalha o desempenho do Timão dentro de sua casa, além de aumentar o risco de lesão. Foi em Itaquera, por exemplo, que Zakaria Labyad rompeu o ligamento cruzado anterior (LCA) do joelho.

"Aconteceu o negócio do campo, que é uma empresa que nos pegou de surpresa, porque é uma empresa que está aí desde a época que a Arena foi construída. Mas, infelizmente, entregou o campo em péssimas condições. E se tratando do melhor campo que tinha no futebol brasileiro. A promessa é de que o campo vai ficar bom. Vai ficar melhor do que estava quando parou e vai voltar a ser o melhor campo do Brasil. Mas o que me anima é que as pessoas trabalham com muita seriedade. Mas é difícil, sem dinheiro a gente tem muito menos possibilidade. Tem hora que você tem que escolher se pagar transfer bans ou pagar salário", mencionou.

Por fim, o comandante deu uma visão otimista para o futuro, sem deixar de lado as responsabilidades de todos os envolvidos.

"O dinheiro é um só. Agora é saber fazer as coisas, isso não é uma coisa para ninguém estar acomodado, não é uma coisa para acomodar muito, pelo contrário. É criar soluções para que a gente consiga sair dos transfer bans e a gente tenha uma folga financeira para a gente conseguir pagar salário em dia, que os jogadores precisam receber em dia. E o campo é para melhorar. Eu espero que essas coisas aconteçam. E a gente faz de tudo para que não atrapalhe", finalizou.

Com a eliminação, o Corinthians ainda tem a Libertadores e o Campeonato Brasileiro para disputar neste ano. O próximo compromisso está marcado para o domingo, diante do Red Bull Bragantino, às 18h30, pela 22ª rodada da liga nacional.