Em 2010, Renê Simões, então técnico do Atlético-GO, soltou a frase que muita gente adora repetir para definir Neymar.
Após o então garoto destratar o técnico do Santos na época, Dorival Jr., ele profetizou: “estamos criando um monstro”.
Durante muito tempo, concordei 100% com Renê Simões. Não penso mais assim.
Neymar há muito tempo comete barbaridades que são impossíveis de pensar para um jogador profissional.
A última delas foi participar de um torneio de pôquer no mesmo dia em que foi poupado de um jogo do Santos pela Copa Sul-Americana na Venezuela.
Já fez coisa muito pior.
Mas o fato é que Neymar não é o único atleta capaz de atrocidades antiprofissionais.
Evidente que sua fama e seu talento absurdo turbinam qualquer discussão sobre ele.
Mas o que mais me assusta não é o “monstro Neymar”.
Os verdadeiros 'monstros' são seus ‘parças’ e dezenas de milhões que normalizam todos os seus erros.
É inacreditável alguém defender Neymar na Copa do Mundo de 2030 depois do papelão, que teve Carlo Ancelotti como maior culpado, agora em 2026.
Até no episódio do pôquer Neymar terá milhões de defensores.
Neymar tem o apoio popular e de patrocinadores milionários, técnicos que abaixam a cabeça para ele e um clube que fica de joelhos para seu camisa 10, como é o Santos hoje.
Vai fazer o que quiser até penduras as chuteiras.