A eliminação em uma Copa do Mundo, não importa em qual fase seja, é o início de um período de questionamentos sobre a Seleção Brasileira, agora em seu maior jejum histórico sem um título deste nível. Carlo Ancelotti, Neymar, Vini Jr e companhia, é claro, não vão escapar dessa situação.
Restam ainda quatro anos para o início do próximo Mundial, que será disputado pela primeira vez em seis países diferentes (Argentina, Paraguai e Uruguai receberão partidas da rodada inaugural, enquanto Portugal, Marrocos e Espanha sediarão o restante). Mas o que será do Brasil até lá?
A ESPN reuniu aqui perguntas e também respostas sobre assuntos que mexem com a Seleção, agora mais uma eliminada na Copa e novamente por uma equipe da Europa. Mais dúvidas com certeza surgirão ao longo do tempo, mas, por enquanto, aqui estão alguns tópicos importantes.
Manter um técnico que cai tão cedo em uma Copa do Mundo é um desafio, mas a CBF tomou essa decisão antes mesmo do embarque para os Estados Unidos. Sim, Carlo Ancelotti segue no comando da Seleção Brasileira, pois acabou de renovar contrato até 2030.
O acordo para a permanência do italiano foi selado pelo presidente Samir Xaud e incluiu não só Ancelotti e sua comissão técnica, como também toda a diretoria de futebol da entidade. Rodrigo Caetano, Cícero Souza, Juan e demais também têm continuidade assegurada.
A lista nem é tão grande, mas tem peso e é formada por jogadores que, em condições normais, estariam agora nos Estados Unidos e poderiam ter ajudado a evitar uma eliminação como esta para a Noruega.
Nomes como Estêvão (Chelsea), Rodrygo (Real Madrid), Wesley (Roma) e Éder Militão (Real Madrid) são peças fundamentais para o ciclo até 2030. Todos eles faziam parte do planejamento de Ancelotti, mas foram prejudicados por lesões.
Mais gente entra nesta fila. João Pedro, por exemplo, é nome certo para retornar ao time após a ausência surpresa na lista final da Copa. Outros jovens também vão lutar por espaço, como o goleiro Carlos Miguel, o lateral Kaiki, o zagueiro Vitor Reis, o volante João Gomes e o atacante Kaio Jorge.
Aqui uma pergunta bem importante e que deve mexer com as primeiras convocações pós-Mundial. Por mais que Ancelotti confie em vários desses jogadores que há mais de uma década jogam pela Seleção, o mais natural é que muitos desapareçam das listas.
Neymar é quem deve puxar a fila, ainda mais depois de indicar, minutos após a derrota para a Noruega, que não veste mais a camisa da Seleção. Danilo e Alex Sandro, dupla do Flamengo, e mais Casemiro, que deve ser anunciado em breve pelo Inter Miami, também não parecem ter força para voltar.
Mais gente deve ser esquecida até a Copa, embora tenha chance de continuar para ajudar na transição de ciclo. São os casos de Alisson, titular e com pouca concorrência no gol, e Marquinhos, capitão do time, mas que também indicou que não sabe se permanecerá por tanto tempo.
O calendário após a Copa do Mundo tem uma diminuição natural e volta com tudo a partir da Data Fifa de setembro, que deve englobar ao menos três jogos.
De acordo com o planejamento da CBF, os primeiros compromissos do Brasil serão contra a Austrália, em amistosos marcados para os dias 25 e 29 de setembro. Existe a chance de encarar na sequência Singapura ou Qatar, no início de outubro.
Aqui é uma incógnita que por enquanto não tem uma resposta certa. O aumento do número de seleções na Copa, de 32 para 48, distribuiu vagas a mais para todos os continentes. A América do Sul, por exemplo, emplacou seis dos dez países no Mundial.
Para 2030, três já estarão fora da disputa: Argentina, Uruguai e Paraguai, que serão sedes e portanto não precisam passar pelas eliminatórias. Se o formato se repetir, em uma disputa de todos contra todos, restariam sete postulantes: Brasil, Equador, Colômbia, Bolívia, Venezuela, Peru e Chile.
A CONMEBOL estuda mudanças no formato da disputa, que só deve começar a partir do segundo semestre de 2027. No ano seguinte, é a vez da Copa América.