Terça, 15 de Setembro de 2026
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Bruno Guimarães rebate Haaland por apontar Brasil favorito: “Ele é muito malandro”

Meia percorreu 44,4 km em quatro jogos e se prepara para confronto das oitavas de final

04/07/2026 às 20h41
Por: Redação Fonte: Por Bruno Cassucci e Cahê Mota — Nova Jersey
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Bruno Guimarães entrevista coletiva Seleção — Foto: Rafael Ribeiro/CBF
Bruno Guimarães entrevista coletiva Seleção — Foto: Rafael Ribeiro/CBF

O Brasil enfrenta a Noruega neste domingo, às 17h (de Brasília), em Nova Jersey, pelas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. O jogo tem desafio e tanto para a seleção mais vencedora do mundo: ganhar pela primeira vez da Noruega.

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Apesar da escrita a seu favor - duas vitórias norueguesas e dois empates —, o atacante Haaland jogou toda a responsabilidade para os pentacampeões e disse que as chances da Noruega são pequenas contra o Brasil. O meio-campista Bruno Guimarães rebateu:

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— Ele é muito malandro no que fala. Tira a responsabilidade toda deles e coloca na gente. Eu, sendo muito sincero, não ligo muito para o que as pessoas fazem. O futebol é decidido dentro de campo. Onze contra onze. Vai ser grande jogo, disputado. Eles têm as qualidades deles também. Jogadores altos, vão tentar cruzamentos. Temos que estar espertos. Ele é malandro, está tirando a pressão deles. Temos que estar preparados — disse o jogador, em entrevista à Cazé TV.

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Com 44,4 km percorrido na Copa, Bruno foi perguntado sobre o desempenho físico no Mundial e se surpreendeu com os dados colhidos pela Fifa.

— Não sabia, mas tenho corrido bastante nos últimos jogos. É minha característica mesmo. O que posso fazer, ao vestir a camisa da Seleção, é correr e me esforçar. A mentalidade é essa: se tiver que me mantar em campo, estou pronto para isso. Sabia que tinha corrido bem, mas não sabia que era o primeiro. Estou pronto para correr amanhã de novo — comentou o meio-campista do Newcastle.

"(Em 2022), não respondi à altura"


O jogador brasileiro também disse que nunca ter vencido a Noruega, embora seja um tabu com poucas partidas, vira combustível.

— É mais uma motivação para a gente, né? Quebrar a marca negativa... A gente sabe que faz muito tempo que os times se enfrentaram, muita coisa aconteceu. É uma motivação. A gente quer fazer a nossa história e escrever o nome na história do Brasilzão. Temos uma oportunidade amanhã para isso.

Na segunda Copa do Mundo da carreira aos 28 anos, Bruno fez uma avaliação sincera sobre o seu desempenho no Catar. O jogador fez apenas dois jogos dos cinco da Seleção - atuou por 67 minutos, saindo da reserva.

— Acho que a última Copa serviu muito de aprendizado para mim, queria ter ajudado melhor. Quando tive oportunidades acho que não respondi à altura sendo muito sincero. É o maior sonho da minha vida estar aqui. Tudo na vida é aprendizado. Aprendi para estar muito melhor do que fui na última Copa.

Mais da coletiva de Bruno Guimarães:

Martinelli ou Danilo?


— Acho que muda dependendo quem vai jogar, o Mister treinou todas as possibilidades. Não posso nem falar muito. Se for alguém mais ofensivo, vou ter um papel mais defensivo para recompor então vai depender da opção que o Mister vai optar."

Duelo com Odegaard


— Espero que eu possa levar a melhor. O jogo é coletivo, mas esses duelos individuais são importantes. A gente tem que estar num bom dia. Tudo pode se decidir em alguns momentos. São uma equipe que em uma bola parada, uma falta podem decidir. Eu quero continuar fazendo história aqui. Acho que vai ser um jogo interessante e que vença o melhor e que o melhor possa ser a gente.


Evolução


— Mario (funcionário do Athletico) mudou minha vida na base, me dava carona para treinar, me buscava 5h30 da manhã, foi quem me mudou de posição no futebol. Com 10, 11 anos eu queria ser lateral-direito, ele me mudou para volante. EU me sinto pronto, realizado. Sou casado, dois filhos e na minha vida profissional o que falta é a Copa do Mundo. Estou preparado para que se precisar morrer em campo pela Seleção dar meu melhor, é meu objetivo porque isso é um dos maiores sonhos da minha vida.


Auge na Copa?


— Acho que sim, venho desempenhando muito bem o que o Mister vem pedindo. Venho sobressaindo pelas assistências, mas meu futebol não é só isso. É fazer as bolas chegarem para os caras poderem criar, marcar, estar disposto a correr bastante, é o que venho fazendo mesmo nessa calor. Amanhã temos um passo importante na nossa trajetória.

Armas do adversário


— Acho que vai se rum jogo truncado. Qualquer escanteio e falta eles vão dar a vida para tentar fazer um gol. Treinamos muito isso para tentar neutralizar os pontos fortes deles. A gente espera acima de tudo estar em um bom dia para fazer nosso melhor futebol e que a gente possa conseguir essa classificação.


Volta de Raphinha

— Raphinha está querendo, acho que está pronto, treinou, vamos ver o que o professor fai decidir. Haaland joguei contra ele, para mim um dos melhores atacantes do mundo junto com Kane. A gente tem que tentar evitar a bola chegar nele. É atacar marcando que a gente fala, sempre alguém colado nele para não dar espaço porque a gente sabe que em uma bola ele pode decidir e que a gente não dê essa bola para ele amanhã.

Como superar defesas fechadas

— Acho que assim de fora é difícil, da gente ali do meio vai muito no improviso. Minha última assistência contra o Japão eu queria chutar, mas quando vi, não dá para explicar como vai ser, muita coisa acontece em questão de segundos. Se eu decidisse um segundo mal, poderíamos ter ido para a prorrogação. Espero que eu tenha a calma daqueles 95 minutos amanhã para escolher os melhores passes outra vez.

Torcida em Bangladesh


— A gente sabe que a Seleção representa muita coisa, chegaram alguns vídeos das comemorações do Brasil, de Bangladesh, dá para a gente muita confiança também. Até nos reunimos alguns jogadores e mandamos um vídeo para eles agradecendo. Temos que estar assim, unidos. Na minha infância era reunir com amigos, família, fazer um churrasco e torcer pela seleção. A gente quer a mesma coisa dos torcedores, fazer história e trazer o hexa para casa. Bruno Guimarães:


Arbitragem

— Difícil falar né. Mas vimos o lance da Croácia com Portugal que alguns não viram toque, mas o censor deu o toque. A gente só espera que seja uma arbitragem justa e que vença o melhor.

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