
A estratégia deu errado, mas os números apoiavam a troca de goleiros feita pela Austrália antes da disputa de pênaltis contra o Egito na Copa do Mundo. Segundo levantamento da ESPN, o técnico Tony Popovic tinha mesmo bons motivos para colocar o veterano Mathew Ryan no lugar da revelação Patrick Beach.
Com muito mais tempo de carreira, Ryan tem um bom retrospecto em pênaltis. Com a bola rolando, ele enfrentou 69 cobranças e defendeu 12 – um aproveitamento acima dos 17%.
Por outro lado, Patrick Beach só defendeu uma das 16 cobranças que enfrentou até agora.
“Como não funcionou, você pode olhar para muitas coisas. Se você olhar para a experiência do Mathew Ryan e para o recorde dele contra pênaltis... Patrick é um goleiro novo, não só para seleção, mas para o futebol. Pareceu que a experiência faria diferença, mas não funcionou desse jeito. Mas não foi por conta do Mat, eles cobraram pênaltis muito bem”, disse Popovic após o jogo.
O problema é que o futebol não é feito apenas pelas estatísticas. Ryan entrou e não defendeu nenhum pênalti. Pelo contrário: pareceu tentar adivinhar os cantos e não ficou tão perto de fazer defesas. Mohamed Salah, por exemplo, conseguiu converter sua cobrança com uma cavadinha.
Sem as defesas de seu experiente goleiro, a Austrália está mais uma vez eliminada da Copa do Mundo. A seleção segue com a sina de nunca ter avançado em um mata-mata da competição.
Já o Egito avança às oitavas e enfrenta Argentina ou Cabo Verde na próxima terça-feira.
Argentina ou Cabo Verde (N): 07/07, 13h (de Brasília) - Copa do Mundo
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