Jimmy McAlister, ex-jogador do Seattle Sounders, dos Estados Unidos, tem guardada uma das maiores relíquias da história do futebol mundial: a última camisa utilizada por Pelé em um jogo oficial.
Zagueiro do time de Seattle entre 1976 e 1979, McAlister disputou o Soccer Bowl de 1977, a final da North American Soccer League (NASL), o principal campeonato profissional de futebol dos EUA na época, contra o New York Cosmos, onde Pelé jogava desde 1975.
O jogo disputado em agosto de 1977, que terminou com vitória do Cosmos por 2 a 1, sem gols do Rei, foi a última partida oficial da carreira de Pelé, que chegou a se despedir em amistoso do Cosmos contra o Santos dois meses mais tarde, atuando um tempo por cada time.
Apesar do resultado adverso e do vice-campeonato, a partida rendeu a Jimmy a última camisa do Rei em jogos oficiais, relíquia que ele guarda até hoje como um troféu, segura no cofre de um banco de Seattle.
“No fim do jogo eu pedi a camisa e ele me deu. Quando eu peguei, eu era muito jovem, era legal de ter, mas agora… alguns anos atrás, jornalistas brasileiros vieram me entrevistar, um cara encostou na camisa e foi como uma experiência religiosa. Com o passar dos anos, ela vai se tornando cada vez mais importante”, contou Jimmy McAlister em entrevista ao ESPN.com.br.
O americano diz já ter recebido várias ofertas, uma delas até mesmo de trocar a camisa por um carro de luxo, mas não deseja vender a peça. “As pessoas me perguntam o que eu vou fazer com ela e eu não sei, mas seria muito difícil vendê-la ou fazer algo assim. Me ofereceram uma bela Ferrari, mas eu moro em Seattle, aqui chove um pouco. Um conversível não me ajudaria tanto.”
Perguntado sobre a discussão atual provocada pelo recorde de Lionel Messi, novo artilheiro histórico das Copas do Mundo, McAlister defendeu que Pelé é o maior jogador de todos os tempos.
“Antigamente os campos não eram tão bons quanto hoje, os uniformes não eram tão bons, e hoje em dia me parece que os craques são protegidos pela arbitragem, porque são eles que trazem o dinheiro. Naquela época não havia proteção dos árbitros, nada disso. Pelé é obviamente o maior de todos os tempos, acho que Messi está bem perto, Maradona está bem perto, mas podemos falar de três, quatro ou cinco jogadores na história do futebol”, explicou.
De olho também na Copa do Mundo nos Estados Unidos, o ex-jogador reconhece que o Brasil já não é mais o mesmo dos tempos de Pelé, mas acredita que a Seleção Brasileira tem chance de brigar entre as favoritas - inclusive, com a ajuda de Neymar.
"Neymar é Neymar, claro. Ele passou um pouco (do auge), teve lesões que atrapalharam sua carreira. O Brasil, com Vinicius Jr., tem grandes jogadores, vai estar na briga quando as coisas forem afunilando. Brasil, França, Portugal, que tem um bom time, Inglaterra, quem sabe", iniciou.
"Mas aquele brilho brasileiro não está mais na minha cabeça tão grande quanto sempre esteve. Eles não são o time do Pelé e daqueles caras, mas é um grande time, e se Neymar conseguir ficar em forma ele pode levantar o nível. Mas tem a França, que tem grandes jogadores até no banco, eles têm profundidade", encerrou.
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