A República Democrática do Congo conseguiu! O jogo contra o Uzbequistão poderia ter sido a despedida da seleção que parou Portugal, caiu diante da Colômbia e iniciou a última partida do grupo K sofrendo um belo gol do de Shomurodov, ex-jogador da Roma.
O segundo tempo foi bem diferente. A pressão que a seleção asiática treinada por Fabio Cannavaro fazia para recuperar a bola já não se repetia com a mesma força. Os africanos, que sempre foram melhores com a bola, alteraram a postura e começaram a roubar a bola no campo de ataque.
Com boas construções, boa técnica e com a estrela de Wissa brilhando, a República Democrática do Congo empatou e depois virou o jogo. Vitória por 3 a 1, que garante vaga entre as seleções que disputarão a próxima fase.
O que transcende o jogo é a representatividade dos pensamentos de Martin Luther King, que nasceu em Atlanta, e Patrice Lumumba, grande líder do povo da República Democrática do Congo.
Não apenas a linha de pensamento ou a luta racial e por direitos civis unem os dois nomes. Os dois nasceram na década de 1920, morreram assassinados por quem se incomodava com suas ideias de paz e se tornaram símbolos, modelos.
Atlanta se despediu da fase de grupos com mais uma seleção africana classificada. Uma outra, a África do Sul, também jogou em Atlanta e garantiu um ponto contra a República Tcheca - ainda na segunda rodada.
Já imaginou que trio de símbolos?
A cidade de Martin Luther King foi palco para a alegria de irmãos de Nelson Mandela e Patrice Lumumba. Que bom!
Este texto não reflete, necessariamente, a opinião da ESPN
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