Dois jogos na Copa do Mundo, dois gols. A fase atual de Vinicius Jr. na Seleção Brasileira é ótima, com o protagonismo que lhe é exigido há tempos. Muito disso é graças a uma função que o atacante admite não gostar, mas que já começa a dar o braço a torcer.
Ao trocar Igor Thiago por Matheus Cunha na partida de sexta-feira (19) contra o Haiti, Carlo Ancelotti mudou também a função de seu camisa 7, que deixou de jogar aberto pela esquerda para flutuar mais pela área central do ataque.
"Vini é perigoso não só no 1 contra 1, mas também para atacar profundidade", explicou o técnico, na entrevista após a vitória por 3 a 0. "Atacando profundidade é mais perigoso, marcou um gol e deu uma assistência, ele pode mudar de posição e os outros se adaptarem".
A justificativa do italiano tem lógica e por isso deve ser aceita por Vini. Comandado por Ancelotti desde os tempos de Real Madrid, o atacante admitiu que não está tão acostumado a atuar por ali, mas que, diante dos gols, vai amadurecer melhor a ideia.
"O Mister pediu para eu atuar mais por dentro, entre os dois zagueiros. A verdade é que não jogo muito por ali, mas, sempre que ele me pede para jogar nessa função e eu o escuto, faço gols. Então, acho que preciso ouvi-lo mais vezes (risos)", comandou o jogador, que já anteviu o que escutaria do chefe.
"Com certeza, quando chegar ao vestiário, ele vai dizer que entende muito de futebol".
Vinicius Jr. tem agora três gols em Copas do Mundo, dois deles na atual edição. Em 2022, marcou apenas na vitória sobre a Coreia do Sul, nas oitavas de final. Agora, garantiu o empate com Marrocos e fechou a conta na Filadélfia.
Ele espera que a boa fase permaneça para o duelo da próxima quarta-feira (24), contra a Escócia, em Miami. Seja na função que prefere ou na que Ancelotti deseja.
Escócia - 24/06, 19h (de Brasília) - Copa do Mundo
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