O gol de Serna nos acréscimos do empate em 2 a 2 com o Vitória, neste sábado, não pode mascarar um fato: serviu para que o Fluminense não sofresse uma derrota caótica no Maracanã. No início da sequência de jogos em casa, a equipe tricolor teve tudo para começar a recuperar a confiança de seu torcedor antes das decisões que virão na Copa do Brasil e na Libertadores. O recado dado, no entanto, foi o contrário: a arquibancada viu um time que desmoronou em campo e não espanta a crise que vive.
O pior é que a equipe tricolor não fez um jogo ruim em sua totalidade. Na verdade, tinha a vantagem no placar e dominava o adversário até os 18 minutos do segundo tempo, quando um erro quase colocou tudo por água abaixo — o pênalti de Alisson. O Vitória crescer após empatar é natural, mas o Fluminense desmoronar a ponto de sofrer a virada e entrar no "modo desespero" é um sinal de como a confiança do elenco está derretendo.
Dentro deste cenário, a crise do Fluminense tem um sintoma atípico. Ao mesmo tempo em que tem o segundo melhor ataque do Brasileirão, também vive um péssimo momento defensivo. Nos últimos 12 jogos, foi vazado em 10 deles — e quando segurou a meta, não venceu (os 0 a 0 com La Guaira e Operário). No recorte mais recente, são sete bolas na rede nos últimos quatro jogos. Número muito alto, que Zubeldía reconheceu.
— Estamos tendo um número mais alto em relação às bolas paradas, mas é a equipe em geral, não apenas a defesa. A equipe em geral não está tendo a segurança que precisa ter. Você tem duas formas de ter segurança: com a bola e sem a bola. Sem a bola pode ter erros pontuais, mas o que mais se destaca são as porcentagens de gols de bola parada. E acho que aí estão os gols que estamos levando.
A questão agora parece saber até onde vai esse momento ruim. Enquanto a boa colocação no Brasileirão sustenta o trabalho, há uma luz no fim do túnel. Mas as decisões nas Copas do Brasil e Conmebol Libertadores parecem serem divisores de água nesta conta. A ver o que acontecerá.
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