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Ética do Corinthians inicia rito que pode levar à destituição de Stabile em caso da empresa de segurança
A Comissão de Ética do Corinthians converteu em rito de destituição contra Osmar Stabile o processo administrativo interno que apura a contratação da empresa Bear Security Ltda, que realiza a segurança particular do presidente do clube.
28/10/2026 16h17
Por: Redação Fonte: João Felippe França

A Comissão de Ética do Corinthians converteu em rito de destituição contra Osmar Stabile o processo administrativo interno que apura a contratação da empresa Bear Security Ltda, que realiza a segurança particular do presidente do clube.

Segundo documento, ao qual a ESPN teve acesso, os próximos passos seguirão o rito previsto no artigo 107, que trata sobre o passo a passo para um impeachment no clube.

Após notificação através dos advogados, Stabile terá dez dias para apresentar defesa e indicar provas que pretenda produzir.

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O despacho assinado por Leonardo Pantaleão, Presidente da Comissão de Ética e Disciplina e Vice-Presidente do Conselho Deliberativo, “o conjunto dos elementos reunidos durante a instrução revela circunstâncias que, em tese e sem antecipação de juízo definitivo de responsabilidade, podem encontrar subsunção às hipóteses previstas no artigo 106 do Estatuto Social”.

São três listados:

Fora do Parque São Jorge, o caso da Bear Security Ltda. levou Osmar Stabile a ser denunciado pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP) por crime de apropriação indébita continuada.

Segundo o Promotor de Justiça Cássio Roberto Conserino, o dirigente se valeu de recursos financeiros da instituição para bancar despesas particulares de segurança privada.

Segundo o MPSP, a empresa não possui autorização da Polícia Federal para prestar os serviços desta natureza, tendo o Corinthians como único cliente desde a fundação e emitindo notas fiscais sequenciais ao clube do Parque São Jorge.

Ainda de acordo com a denúncia, a qual a ESPN teve acesso, a Bear Security está registrada em nome da esposa de um dos policiais militares que prestavam serviços ao presidente antes de sua posse no cargo.

De acordo com o MP, os pagamentos ocorrerem desde julho de 2025, enquanto o contrato entre a empresa e o Corinthians só foi assinado formalmente em março de 2026.

Na denúncia, o Ministério Público pediu à Justiça que Osmar Stabile faça o ressarcimento de R$ 721.194,66 aos cofres do clube, pedindo ainda o pagamento de R$ 540.895,99 (valor que corresponde a 75% do valor material) a título de “danos morais por abalo institucional e reputacional causado à imagem do Corinthians”, demandando o bloqueio de bens do dirigente para garantir o pagamento dos valores.

O Promotor pediu ainda a proibição de acesso de Stabile às dependências do Corinthians, com veto a contato com testemunhas e outros dirigentes, suspensão cautelar de qualquer função de representação institucional do clube e proibição de se ausentar do país sem autorização judicial.

“Ressalte-se que, embora a intervenção judicial em entidade associativa constitua medida de natureza cível alheia à jurisdição penal, os elementos colhidos nesta investigação revelam indícios gritantes de gestão temerária, desvio de finalidade, de recursos e risco à integridade institucional do Corinthians. Não por outra razão oficiaremos a Promotoria de Justiça do Patrimônio Público e Social com o objetivo de municiá-los”, citou Cássio Roberto Conserino.