O técnico Abel Ferreira fez uma "cobrança" para a torcida do Palmeiras após a vitória da equipe por 2 a 0 sobre o Athletico-PR, neste sábado (17), pelo Brasileirão. O treinador pediu que os torcedores estejam juntos "nos bons e nos maus momentos" e desabafou sobre ser "difícil" jogar pelo clube.
"Quando estamos a ganhar, ajuda (sinergia entre torcida e time), mas depois mostro as cicatrizes aqui debaixo (aponta para o peito). Todos somos um em todos os momentos. Eu não preciso dar recado, estou há seis anos no clube, não preciso dar recado a ninguém", iniciou, em entrevista coletiva.
"Eu não escolho jogo para torcer, eu não escolho jogo para dar o meu melhor, nem eu nem os meus jogadores. A torcida, a mesma coisa. Viram o que foi hoje? Para o Palmeiras ganhar títulos, não precisa só de mim, da nossa presidente, dos nossos dirigentes ou dos nossos jogadores. Precisa da alma do clube, mas, às vezes, essa alma foge. Por quê? Não sei, mas nós sempre estivemos com o emblema no peito, a defender o clube nos bons e nos maus momentos. Mas ajuda muito quando empurram a favor", seguiu.
"Eu não mudei, sou o mesmo. O que eu peço é que sigam acreditando e apoiando, como foi no último jogo em casa. Cobram de mim, e eu cobro da torcida: venham juntos, para jogar juntos, mas para apoiar do primeiro ao último minuto, nos bons e nos maus momentos. Isso é ser palmeirense, isso é servir ao Palmeiras, sem interesses pessoais", completou.
O treinador, depois, voltou ao tema e falou sobre críticas sofridas por alguns atletas.
"Eu não posso ensinar a torcida o que é torcer para o clube. Cada um escolhe o que acha que é melhor para servir ao clube. Se ela acha que o melhor é apoiar, tem todo o direito; se acha que o melhor é criticar, também tem todo o direito. Mas o que digo é que, nos momentos difíceis, não precisamos de críticas, precisamos de ajuda".
"Ajuda muito quando a torcida aplaude, assim como ajuda muito quando cobra também. Mas, como disse aqui antes, parece que, aqui, quando os jogadores chegam, eles precisam ser engolidos pela torcida, têm que ser chamados de bagres, para depois renascerem outra vez. É muito difícil jogar no Palmeiras, é muito difícil. Mas, quando a torcida apoia e acarinha os seus jogadores, as coisas se tornam mais fáceis, como foi hoje, com um a menos e eles ali atrás do gol do Carlos Miguel, que hoje fez mais um jogo top. Com a torcida empurrando por trás, ajuda muito. Mas, quando não querem ajudar, nós nos fechamos dentro do grupo e puxamos para a torcida. Não tem problema nenhum", finalizou.
Fluminense (C) - 21/10, 21h30 (de Brasília) - CONMEBOL Libertadores
Red Bull Bragantino (C) - 24/10, 18h30 (de Brasília) - Brasileirão
Santos (F) - 28/10, 19h30 (de Brasília) - Brasileirão